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Apostas online reduzem consumo de carne, afirma associação

Abiec afirma que apostas on-line reduzem renda das famílias para itens básicos; carne bovina é um dos primeiros cortes a recuar, pressionando o mercado interno

O setor de atacarejo, que atende principalmente consumidores de menor poder aquisitivo e funciona como indicador do consumo alimentar, já observa mudanças no padrão de compras; na imagem, açougueiro segura pedaços de carne
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  • A Abiec diz que apostas on-line reduzem o consumo de alimentos no Brasil, afetando a renda disponível das famílias.
  • Segundo a associação, plataformas de apostas virtuais desviam recursos para itens básicos, como carne bovina.
  • O estudo aponta que as bets podem movimentar mais de R$ 200 bilhões por ano no país, via transações via Pix.
  • O fluxo de recursos para as apostas vem ganhando relevância e impactando o orçamento doméstico.
  • O setor de atacarejo já observa mudanças no padrão de compras, com a carne bovina entre os primeiros itens a ser reduzidos, e o mercado interno passando a absorver mais produção após queda das exportações para a China.

A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne) afirma que as apostas on-line estão reduzindo o consumo de alimentos no Brasil. Segundo a entidade, plataformas virtuais de apostas interrompem parte da renda disponível das famílias para itens básicos, como carne bovina.

A associação estima que as apostas on-line movimentem mais de R$ 200 bilhões por ano no país, considerando transações via Pix. O estudo sustenta que esse volume financeiro deixa de ser aplicado no consumo doméstico.

O setor de atacarejo, que atende principalmente consumidores com menor poder aquisitivo e funciona como indicador de consumo alimentar, já aponta mudanças nos padrões de compra. A carne bovina, por ser de maior valor agregado, figura entre os itens que costumam ser reduzidos quando o orçamento aperta.

A preocupação é reforçada pela perspectiva de que o mercado interno terá que absorver mais produção nos próximos meses. Com a redução das exportações para a China, a indústria passa a depender mais do consumo interno brasileiro.

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