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Ata do Copom aponta piora das expectativas com guerra no Oriente Médio

Copom corta a Selic para 14,5% e aponta impacto do conflito no Oriente Médio na inflação, elevando incerteza sobre as projeções para 2028 e próximos movimentos

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em entrevista a jornalistas em Brasília
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  • O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,5% ao ano.
  • A ata do Banco Central aponta que o conflito no Oriente Médio impacta a inflação e piora as expectativas para prazos mais longos.
  • O BC manteve cautela e não sinalizou os próximos movimentos com antecedência, adotando um ajuste conservador diante da incerteza geopolítica.
  • As projeções apontam inflação em 4,6% neste ano, 3,5% para 2027 e maiores desvios em 2028 em relação ao esperado.
  • O Copom retorna às reuniões nos dias 16 e 17 de junho, quarto de oito encontros programados para o ano.

O Copom decidiu manter cautela diante da incerteza gerada pelo conflito no Oriente Médio. Na última quarta-feira (29), o comitê cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,5% ao ano. A decisão foi comunicada pelo Banco Central e anunciada nesta terça-feira (5).

A ata divulgada aponta que o ambiente geopolítico tem impactado as expectativas de inflação de longo prazo e reforça a necessidade de vigilância frente a cenários de prazos maiores. O BC destacou sinais de efeitos dos conflitos nas leituras de inflação ao consumidor e ao produtor.

Além disso, o Copom afirmou que, embora haja pressão de demanda que sustente uma política contracionista, a atuação monetária tem contribuído para a desinflação observada. O cenário de referência aponta inflação em 4,6% neste ano e 3,5% para 2027.

Impacto geopolítico e projeções de inflação

Desde o encontro de março, o colegiado vê piora nas expectativas para 2028, o que influencia as projeções de inflação. O BC manteve claro o objetivo de atingir a meta de 3% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Próxima reunião e perspectivas

O Copom confirmou a agenda de reuniões para 16 e 17 de junho, o quarto encontro do ano. O objetivo continua orientar a política monetária diante da volatilidade externa e das mudanças nas projeções de inflação.

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