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Ata do Copom endurece tom e questiona ritmo de queda dos juros

Ata do Copom endurece o tom, indicando cortes da Selic mais lentos diante de inflação resistente, choques de petróleo e incerteza fiscal e externa

Sede do Banco Central: a queda da Selic em 2026 não reduzirá a atratividade dos papéis do Tesouro Direto
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  • A ata do Copom, divulgada nesta terça-feira, 5, traz tom mais duro, indicando cortes mais lentos e incertos na Selic.
  • Inflação voltou a surpreender negativamente, impulsionada pelo petróleo e pelas tensões no Oriente Médio, com desancoragem das expectativas.
  • O documento afirma que o ciclo de afrouxamento já começou, mas deve avançar de forma cautelosa, dependente dos dados.
  • Incertezas externas, especialmente o conflito no Oriente Médio, são apontadas como principais riscos para a economia brasileira.
  • No âmbito doméstico, o risco fiscal pode frear a trajetória; a leitura atual projeta cortes de 0,25 ponto, com a Selic chegando a 12,75% no fim do ano, mas pausas são possíveis se a atividade não desacelerar.

O Copom divulgou a ata da reunião realizada na terça-feira, 5, apresentando tom mais duro sobre a inflação e sinalizando cortes de juros mais lentos. O banco central reconhece inseguranças externas e riscos fiscais que pesam sobre a condução da política monetária.

O texto aponta que o ciclo de afrouxamento começou, mas deve ocorrer de forma gradual e condicionada aos próximos dados. A inflação voltou a surpreender negativamente, empurrada pelo recente choque de petróleo e pelas tensões no Oriente Médio.

Especialistas afirmam que o documento reforça uma postura defensiva. O cenário internacional, sobretudo o conflito no Oriente Médio, cria incertezas sobre impactos no mercado doméstico, incluindo combustíveis e cadeia produtiva.

No âmbito doméstico, o risco fiscal continua em foco. A ata sinaliza que cortes adicionais devem ser estudados com cautela, podendo haver pausas se a atividade não desacelerar conforme esperado.

Com isso, o BC mantém o viés de queda gradual da Selic, mas com ritmo mais calibrado. A sinalização é de que o ciclo pode terminar antes do previsto caso as condições inflacionárias ou fiscais piorem.

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