- A ata do Copom, divulgada nesta terça-feira, 5, traz tom mais duro, indicando cortes mais lentos e incertos na Selic.
- Inflação voltou a surpreender negativamente, impulsionada pelo petróleo e pelas tensões no Oriente Médio, com desancoragem das expectativas.
- O documento afirma que o ciclo de afrouxamento já começou, mas deve avançar de forma cautelosa, dependente dos dados.
- Incertezas externas, especialmente o conflito no Oriente Médio, são apontadas como principais riscos para a economia brasileira.
- No âmbito doméstico, o risco fiscal pode frear a trajetória; a leitura atual projeta cortes de 0,25 ponto, com a Selic chegando a 12,75% no fim do ano, mas pausas são possíveis se a atividade não desacelerar.
O Copom divulgou a ata da reunião realizada na terça-feira, 5, apresentando tom mais duro sobre a inflação e sinalizando cortes de juros mais lentos. O banco central reconhece inseguranças externas e riscos fiscais que pesam sobre a condução da política monetária.
O texto aponta que o ciclo de afrouxamento começou, mas deve ocorrer de forma gradual e condicionada aos próximos dados. A inflação voltou a surpreender negativamente, empurrada pelo recente choque de petróleo e pelas tensões no Oriente Médio.
Especialistas afirmam que o documento reforça uma postura defensiva. O cenário internacional, sobretudo o conflito no Oriente Médio, cria incertezas sobre impactos no mercado doméstico, incluindo combustíveis e cadeia produtiva.
No âmbito doméstico, o risco fiscal continua em foco. A ata sinaliza que cortes adicionais devem ser estudados com cautela, podendo haver pausas se a atividade não desacelerar conforme esperado.
Com isso, o BC mantém o viés de queda gradual da Selic, mas com ritmo mais calibrado. A sinalização é de que o ciclo pode terminar antes do previsto caso as condições inflacionárias ou fiscais piorem.
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