- O Copom diz que os próximos ajustes da Selic podem incorporar novas informações sobre os impactos dos conflitos no Oriente Médio na inflação, mantendo serenidade e cautela.
- A ata destaca cenário de forte aumento da incerteza e que a decisão de cortar a Selic é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante.
- Na reunião de abril, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50%, segunda redução consecutiva.
- As projeções indicam IPCA de 4,6% em 2026, acima do teto da meta de 4,5%, e 3,5% em 2027, acima do centro da meta de 3,0%.
- Para os preços, estima-se alta de 4,5% em 2026 e 3,5% em 2027 para os preços livres, e 4,8% e 3,6% para os administrados, respectivamente.
O Copom reforçou que o processo de calibração da Selic pode incorporar novas informações sobre os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre a inflação. A ata da reunião de abril destaca também a serenidade e a cautela na condução da política monetária.
Segundo o documento, o cenário atual confirma alta incerteza, o que mantém o tom prudente sobre os passos futuros da política monetária e sobre como eventuais choques externos podem influenciar os preços ao longo do tempo.
Na reunião encerrada em 29 de abril, o Comitê cortou a Selic em 0,25 ponto, de 14,75% para 14,50%. Foi o segundo recuo consecutivo, iniciando o ciclo de calibração após o aperto anterior.
A decisão de redução é apresentada como compatível com a convergência da inflação à meta ao longo do horizonte relevante, sem abrir mão da estabilidade de preços, segundo a ata.
As projeções de inflação permanecem, com IPCA esperado em 4,6% para 2026 e 3,5% para 2027, acima do teto e do centro das metas, respectivamente. As estimativas para preços livres e administrados também permanecem elevadas.
As informações de referência adotadas pelo Copom incluem o cenário do Relatório Focus de 27 de abril, com a bandeira amarela de energia elétrica em 2026 e 2027 e câmbio inicial de R$ 5,00.
Entre na conversa da comunidade