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Consumidores brasileiros mudam a indústria da cerveja: do litro ao low carb

Com jovens bebendo menos, cerveja zero e opções premium ganham espaço, impulsionando inovação e participação no mercado brasileiro

Mercado aposta em cervejas sem álcool ou premium
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  • O Brasil vendeu 14,75 bilhões de litros de cerveja em 2025, segundo a CervBrasil, com crescimento da oferta de zero álcool e de menor teor calórico.
  • 64% dos brasileiros declararam não consumir álcool em 2025, ante 55% em 2023, especialmente entre jovens de 18 a 24 anos (passou de 46% para 64%).
  • A cerveja zero álcool deve chegar a 885 milhões de litros em 2025, um aumento de 532% desde 2019, quando foram vendidos 140 milhões de litros.
  • A indústria tem ampliado portfólios: Ambev viu crescimento de cerca de 30% em 2025 de cervejas sem álcool; Heineken também investe em opções de menor teor calórico e sem glúten; Grupo Petrópolis aposta em drinks prontos e bebidas saborizadas.
  • A fatia de cerveja premium subiu de menos de cinco por cento em 2012 para perto de vinte e cinco por cento hoje, mantendo-se como destaque de margem para as empresas.

O Brasil segue sendo um grande mercado de cerveja, com 14,75 bilhões de litros vendidos em 2025, segundo a CervBrasil. O comportamento do consumidor mudou: opções zero e com menor teor calórico ganham espaço, enquanto o segmento premium mantém relevância e pressiona marcas tradicionais.

A mudança está ligada ao público da geração Z, que bebe menos álcool. Dados do Ipsos-Ipec, encomendados pelo CISA, mostram que 64% dos brasileiros não consomem álcool em 2025, ante 55% em 2023. Entre 18 e 24 anos, a abstinência subiu de 46% para 64%.

A indústria reage com diversificação de portfólio. A projeção da Euromonitor é de 885 milhões de litros de cerveja zero álcool em 2026,/+532% desde 2019, quando foram vendidos 140 milhões. As cervejas sem álcool respondem por cerca de 5% da produção nacional hoje.

Portfólio e estratégias das grandes empresas

A indústria aponta inovação rápida para acompanhar a demanda por moderação. O sindicato Sindicerv destaca que o setor tem ampliado categorias ligadas à moderação e maior variedade de formatos.

A Ambev também confirma crescimento do segmento sem álcool, que avançou cerca de 30% em 2025 frente a 2024, alinhado à estratégia de ampliar o portfólio. A empresa ressalta que marcas grandes conectadas às necessidades atuais representam potencial de crescimento expressivo.

Posição e mudanças por players

O Grupo Heineken tem migrado parte do portfólio para opções sem álcool, com menor teor calórico e sem glúten. A empresa enfatiza que consumidores não reduzem o volume total, mas escolhem bebidas com melhor perfil, ampliando possibilidades de consumo.

No Grupo Petrópolis, a aposta envolve ampliar o portfólio para diferentes ocasiões de consumo, incluindo drinks prontos e bebidas saborizadas. O direcionamento ressalta a experimentação de sabores, especialmente entre jovens.

Tendência de consumo e preço agregado

Dados da indústria indicam aumento da participação de cervejas premium, que passou de menos de 5% em 2012 para quase 25% do volume atual. Mesmo com demanda mais fraca, marcas premium apresentam margens superiores e respondem pela estratégia de valor no setor.

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