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Desenrola Brasil pode impulsionar bancos e crédito, avalia BTG

BTG aponta Desenrola 2.0 como mais eficiente e integrado ao sistema financeiro, com descontos de até noventa por cento e crédito de até quatroteen mil reais por pessoa

Programa Desenrola — Foto: Reprodução/Gov.br
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  • Desenrola 2.0 pode alcançar até 20 milhões de pessoas em 90 dias, com descontos de 30% a 90% e crédito para quitar dívidas atrasadas.
  • Desconto máximo de até 90% para dívidas de cartão de crédito; crédito pessoal com descontos entre 30% e 80% e juros de até 1,99% ao mês, com prazo de até 48 meses.
  • Valor renegociado por pessoa fica limitado a R$ 15 mil por instituição; crédito será garantido pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO) com R$ 2 bilhões, mais aportes do Tesouro de até R$ 5 bilhões e recursos não utilizados do sistema financeiro entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões.
  • Trabalhadores podem usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, para quitar dívidas, com limite total de R$ 8,2 bilhões.
  • Medidas de crédito consignado: benefício do INSS com renda comprometida de até 40% e prazo de até 108 meses; servidores públicos com 40% e prazo de até 120 meses; inclui Desenrola Fies, Desenrola Empresas e Desenrola Rural até dezembro de 2026.

O Desenrola 2.0, oficialmente Novo Desenrola Brasil, pode facilitar a renegociação de dívidas para até 20 milhões de pessoas em 90 dias. O programa atua para limpar o nome no cadastro de inadimplentes, com crédito para quitar débitos atrasados, incluindo cartão, cheque especial e crédito pessoal. Governança do plano envolve o governo federal e o sistema financeiro.

O BTG Pactual avalia o Desenrola 2.0 como mais eficiente que a primeira edição, lançada em 2023, por trazer maior coordenação com o setor bancário. Analistas destacam potencial de melhoria na implementação e na execução, ainda que o endividamento familiar permaneça elevado a curto prazo.

Apesar da pressão sobre o crédito ao consumo, o banco observa que a qualidade do crédito varejista deve permanecer sob controle, impulsionada pelo desemprego baixo, isenções para famílias de renda menor e expansão do crédito consignado privado. Mudanças no crédito consignado também foram citadas como fator de risco para bancos médios.

Como funciona

O programa concede novo crédito para quitar dívidas com descontos entre 30% e 90%, com juros máximos de 1,99% ao mês, prazo de até 48 meses e primeira parcela em até 35 dias. A renegociação alcança débitos até 31 de janeiro de 2026 com atraso de 90 dias a dois anos.

O valor renegociado fica limitado a R$ 15 mil por pessoa em cada instituição. O financiamento é garantido pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO), com R$ 2 bilhões disponíveis, mais aportes do Tesouro (até R$ 5 bilhões) e valores não utilizados no sistema financeiro (estimados entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões).

Trabalhadores poderão usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, para quitar dívidas, com teto de R$ 8,2 bilhões. O programa foca em dívidas sem garantia, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Desdobramentos e regras adicionais

Participantes terão o CPF bloqueado por 12 meses em plataformas de apostas, com bancos impedindo pagamentos via cartão, crédito parcelado e Pix. Instituições financeiras devem retirar registros negativos de dívidas até R$ 100 e das renegociadas, além de destinar 1% do volume garantido pelo FGO para educação financeira.

O Desenrola 2.0 também traz mudanças no crédito consignado: para beneficiários do INSS, o comprometimento da renda cai de 45% para 40% e o prazo máximo sobe de 96 para 108 meses; para servidores públicos, o limite permanece em 40% com até 120 meses de prazo.

Além disso, o governo amplia o alcance com Desenrola Fies, com descontos de até 99%; Desenrola Empresas, voltado a micro e pequenas empresas; e Desenrola Rural, com renegociação até dezembro de 2026. O BTG Pactual vê o conjunto como uma iniciativa mais estruturada para enfrentar o endividamento familiar e melhorar o crédito no médio prazo.

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