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Dólar abre em baixa a R$ 4,95, após ata do Copom

Dólar abre em queda próximo de R$ 4,95 após ata do Copom; petróleo segue acima de US$ 110 diante da guerra no Oriente Médio e riscos inflacionários

Dólar abre negócios influenciado pela ata do Copom, em que o Banco Central explica por que reduziu os juros, na semana passada
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  • Dólar abriu em queda, cotado a R$ 4,949, queda de 0,38% em relação ao fechamento de ontem.
  • A moeda segue perto da menor cotação desde dois anos, sustentada pela entrada de recursos estrangeiros diante da guerra no Oriente Médio.
  • O preço do petróleo Brent é negociado em torno de US$ 112,48 o barril, queda de cerca de 1,7%.
  • A alta no petróleo preocupa as expectativas de inflação para 2028, o que levou o Copom a reduzir a Selic na semana passada, conforme a ata divulgada hoje.
  • Na bolsa, o Ibovespa abriu o mês em baixa, caindo 0,9% na sessão de ontem.

O dólar abriu em baixa hoje, cotado a R$ 4,95, influenciado pela ata do Copom, que explica a decisão de reduzir os juros na semana anterior. No exterior, o Brent opera acima de US$ 110 o barril, impulsionado pela guerra entre Irã e EUA.

A moeda iniciou a sessão em R$ 4,949, queda de cerca de 0,38% frente ao fechamento de ontem. Analistas apontam entrada de recursos estrangeiros como sustentáculo da cotação brasileira neste cenário global volátil.

O petróleo permanece acima de US$ 110, sustentando receios de novos choques de custo. Hoje, o Brent fica entorno de US$ 112,48, com volatilidade ligada ao conflito no Oriente Médio e a incertezas sobre o fluxo de petróleo pela região.

Ata do Copom e impactos no Brasil

No âmbito doméstico, a ata do Copom justificou a queda da Selic na última reunião. Diretores destacam que o conflito no Oriente Médio eleva riscos inflacionários e pode atrasar a convergência da inflação para as metas.

Especialistas apontam que o choque do petróleo influencia as expectativas para 2028, o que pode levar a discussões sobre o horizonte de convergência das metas. A decisão teve efeito direto sobre o cenário de juros e câmbio.

O Ibovespa abriu o mês em baixa, com queda de 0,9% na sessão de ontem. O principal índice da B3 vem de meses de recuos, após março e abril perdidos para o ciclo de ajustes e volatilidade externa.

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