- Dólar caiu 1,12%, fechando em R$ 4,9121, menor valor nominal desde janeiro de 2024.
- Ibovespa avançou 0,62%, chegando a 186.754 pontos, com a Ambev subindo mais de 15% após resultados.
- Ambev registrou lucro de R$ 3,9 bilhões no primeiro trimestre; executivo destacou cenário positivo com feriados da Copa.
- Banco Central divulgou a ata do Copom, com a taxa Selic reduzida de 14,75% para 14,5% ao ano, segundo corte consecutivo.
- Brent caiu 3,74%, para US$ 110,16, enquanto conflitos no Oriente Médio seguem elevando a volatilidade nos mercados.
O dólar caiu para o menor nível em dois anos, encerrando o pregão desta terça-feira em 4,9121 reais, queda de 1,12%. O movimento ocorreu em meio a sinais de otimismo no mercado interno e à divulgação de números que apontam para inflação controlada no Brasil. O Ibovespa avançou 0,62%, fechando aos 186.754 pontos, impulsionado pela performance de peso de ações brasileiras.
A gasolina de ações ficou com a Ambev, cuja valorização superou os 15% após divulgação de resultados financeiros positivos no primeiro trimestre. A companhia informou lucro de 3,9 bilhões de reais, fortalecendo a percepção de resiliência do setor de bebidas. Em nota, o presidente-executivo Carlos Lisboa destacou o impacto dos feriados prolongados da Copa do Mundo para o desempenho da empresa neste ano.
No âmbito doméstico, o Banco Central publicou a ata da última reunião do Copom, confirmando o segundo corte seguido na taxa básica de juros, que passou de 14,75% para 14,5% ao ano. A ata aponta que a queda dos juros deve continuar, mesmo diante de pressões inflacionárias associadas a conflitos no Oriente Médio.
Enquanto isso, no cenário internacional, tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz mantêm-se como fator de volatilidade. O Irã criticou ações norte-americanas em suas redes, e autoridades dos EUA sinalizaram endurecimento de postura, com menções a operações de proteção de ativos estratégicos. O petróleo Brent recuou 3,74%, para 110,16 dólares o barril, mas os mercados globais fecharam em alta, com Nasdaq e índices europeus em progresso.
A combinação de juros em queda no Brasil e a robustez de grandes empresas locais manteve o Ibovespa em patamar elevado, mesmo com incertezas externas ligadas ao transporte marítimo de energia e à hidrovia de Ormuz. Observadores apontam que o ambiente de liquidez favorece continuação de ganhos de curto prazo, embora a volatilidade permaneça representada pelos desdobramentos geopolíticos.
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