- No Brasil, cerca de noventa por cento das empresas são de perfil familiar, e apenas trinta por cento chegam à segunda geração, com doze por cento chegando à terceira, segundo IBGE e Sebrae.
- No varejo de combustíveis, a sucessão é essencial para a continuidade, com exemplos como o Posto Bela Aliança, em Rio do Sul (SC), que passou por uma transição gradual da gestão do fundador para o filho Diego Depiné.
- Diego Depiné iniciou aprendendo todas as etapas do posto e assumiu a gestão em 2010, passando a conduzi-la integralmente após o falecimento do pai; hoje o posto já acumula premiações como Melhor Posto ALE do Brasil.
- O consultor Silvio Nascimento destaca que conhecer o negócio de dentro para fora facilita a transição, e que a confiança entre família e empresa é fundamental nesse processo.
- Na Rede Toniá, em Serra catarinense, Tonico Laurindo abriu espaço para os filhos Marlon, Ewerton e Elton administrarem postos, mantendo o pai na gestão estratégica; a ALE Combustíveis reforça a importância de planejamento, transparência e apoio aos revendedores.
Mais de 90% das empresas no Brasil têm perfil familiar, conforme dados do IBGE, e boa parte está no varejo. No setor de combustíveis, a sucessão é decisiva para a continuidade dos negócios. O Sebrae aponta que apenas 30% dessas empresas chegam à segunda geração. O desafio envolve governança, regras de gestão e conflitos internos.
No posto de combustíveis, a organização da sucessão depende de planejamento e aprendizado gradual. Casos como o Posto Bela Aliança, em Rio do Sul (SC), ilustram a transição: o filho aprendeu a operação desde a pista até o escritório, antes de assumir a gestão. O fundador Walter Depiné faleceu em 2012, mas o legado segue.
O processo de sucessão envolve acompanhamento externo, como consultoria. Silvio Nascimento, da ALE Combustíveis, destaca a importância de conhecer o negócio de dentro para fora. A confiança entre família e empresa é apontada como fator-chave para uma transição tranquila.
Sucessão e crescimento
Outro exemplo vem da Rede Toniá, na Serra Catarinense. Fundada em 1997 por Tonico Laurindo, a rede hoje tem filhos à frente de postos diferentes, com o pai mantendo a gestão estratégica. A transparência e o trabalho conjunto ajudam a evitar conflitos.
Marlon Laurindo, Marlon, Ewerton e Elton concentram a gestão dos postos, cada um em uma unidade. O fundador ressalta que crescer dentro da empresa facilita a transição. Os filhos já tinham participação desde a adolescência, o que fortalece o compromisso com o negócio.
A ALE Combustíveis acompanha diversos casos de sucessão na rede e reforça que planejamento e transparência fortalecem o negócio. Renato Rocha explica que a distribuidora oferece estrutura e apoio contínuo, mantendo proximidade com os revendedores e apoiando gerações diferentes que assumem a operação.
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