- Ibovespa caiu 0,92% aos 185.600,12 pontos, em dia de aversão ao risco por tensões no Oriente Médio.
- Petrobras teve desempenho misto, com queda de 0,80% nos ativos ordinários e alta de 0,53% nos preferenciais; Vale caiu 3,1%.
- Setor financeiro também recuou, destaque para Bradesco (BBDC4) com queda de 2,12%.
- Dólar fechou em alta de 0,3%, a R$ 5,97, diante do aumento da percepção de risco após relatos de ataques iranianos.
- Brent perto de US$ 115, com o Copom mantendo cautela; ata afirma que redução da Selic para 14,5% é compatível com a meta, mas recomenda serenidade diante das incertezas, especialmente ligadas ao choque de energia.
O Ibovespa iniciou maio em queda de 0,92%, aos 185.600,12 pontos, pressionado pela escalada no Oriente Médio, que elevou a aversão ao risco no mercado financeiro. As incertezas geopolíticas derrubaram o apetite por ativos de risco.
Entre as maiores pressões, as ações da Vale recuaram 3,1%, enquanto Petrobras teve desempenho misto, com queda de 0,80% no segmento ordinário e alta de 0,53% no preferencial. O setor financeiro também caiu, com o Bradesco PN recuando 2,12%.
No câmbio, o dólar fechou em alta de 0,3%, cotado a R$ 5,97, diante da percepção de risco após relatos sobre possíveis ataques iranianos a instalações dos Emirados Árabes Unidos. Internacionalmente, a escalada entre EUA e Irã no Golfo Pérsico reacendeu o temor de conflito prolongado e afetou preços de energia.
O Brent aproximou-se de US$ 115 o barril, refletindo o prêmio de risco geopolítico e a possibilidade de cortes prolongados na oferta. Os contratos futuros, porém, recuaram nesta terça-feira após a alta recente, em meio a volatilidade do mercado.
Copom e impactos externos
A sessão também repercutiu a ata da 278ª reunião do Copom, que manteve o tom cauteloso sobre a inflação. O Banco Central reforçou que a redução da Selic para 14,5% é compatível com a convergência da inflação à meta, mas destacou a necessidade de serenidade diante das incertezas, especialmente ligadas ao choque de energia.
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