- A ata do Copom indica continuidade de cortes na Selic, com redução de 0,25 p.p. em todas as reuniões de 2026.
- A projeção de fim de 2026 é Selic em 13,25% ao ano, segundo a Genial Investimentos.
- O tom do documento é mais dovish em relação ao comunicado anterior, com confiança na desaceleração da atividade econômica.
- Embora haja controle sobre a trajetória, os riscos de alta da inflação permanecem, especialmente para horizontes mais longos.
- O Copom continua conduzindo a política de forma data-dependent, avaliando os próximos passos conforme indicadores econômicos.
O Copom divulgou a ata nesta terça-feira (5), reforçando a expectativa de queda gradual da Selic ao longo de 2026. A leitura é de continuidade do ciclo de cortes, com o BC transmitindo confiança na desaceleração da atividade econômica. Local: Brasil.
Para Gabriel Pestana, economista sênior da Genial Investimentos, o tom é mais brando frente ao documento anterior. Ele afirma que a ata é net dovish em relação ao comunicado passado.
O especialista aponta que a economia mostra desaceleração gradual mesmo com início de ano mais forte. Indicadores ainda sugerem crescimento do PIB em 2026, mas a cautela persiste com inflação em alta e projeções longas parcialmente desalinhadas.
Riscos e trajetória da Selic
O balanço de riscos continua oficialmente neutro, porém com inclinação altista, destacando maior peso para riscos de alta da inflação. Pestana ressalta preocupação com a desancoragem de expectativas, sobretudo para 2028.
Apesar disso, o Copom mantém uma condução data-dependent, ou seja, dependente dos dados. A ata sinaliza que o comitê pode seguir avaliando conforme evolução da economia.
Mesmo com a possibilidade de interrupção do ciclo, a visão base é pela continuidade do afrouxamento monetário caso haja fraqueza na atividade e sinal de arrefecimento da inflação.
Projeção: Selic a 13,25% no fim de 2026
A Genial mantém a previsão de cortes de 0,25 ponto percentual em todas as reuniões de 2026. A taxa encerra 2026 em 13,25% ao ano, assume-se redução das tensões internacionais.
Essa visão depende, porém, da melhoria das condições globais e da inflação convergindo para metas. Se dados econômicos piorarem no curto prazo, a probabilidade de manter juros altos aumenta.
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