Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estreito de Ormuz precisa reabrir até fim do mês para evitar queda no consumo

Se o Estreito de Ormuz permanecer fechado até o fim do mês, queda de demanda pode intensificar a recessão global e pressionar petróleo e derivados

Destruição de demanda: se Estreito de Ormuz não for reaberto até o fim do mês, consumo terá colapso
0:00
Carregando...
0:00
  • Se o Estreito de Ormuz ficar fechado até o fim do mês, a demanda desaba e o preço do petróleo Brent pode chegar a entre US$ 150 e US$ 200 o barril.
  • A liberação de estoques — tanto de reservas estratégicas quanto comerciais — tem segurado as cotações, mas esse amortecimento pode não durar.
  • O JPMorgan estima que os estoques globais de petróleo e derivados somavam 8,4 bilhões de barris antes da guerra no Irã; o limite de estresse operacional é de 7,6 bilhões.
  • Até início de junho, esse nível de estresse pode ser alcançado se o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz não for retomado, com risco de racionamento de combustíveis em vários países.
  • O mercado de aviação já sente o impacto: o querosene de aviação subiu de US$ 80 para mais de US$ 200 o barril, levando a Lufthansa a cortar 20 mil voos e a United Airlines a potencial reajuste de tarifas em até 20%.

O Estreito de Ormuz, que hoje concentra cerca de um quinto da produção global de petróleo, pode abrir caminho para um novo choque. Analistas estimam que, se o canal permanecer fechado até o fim do mês, o preço do Brent pode oscilar entre US$ 150 e US$ 200 por barril. O cenário é pautado pela guerra no Irã, já no terceiro mês.

Os mercados têm se apoiado na liberação de estoques de petróleo e derivados para conter as cotações. Estoques globais somavam cerca de 8,4 bilhões de barris antes do conflito, com um limite de estresse operacional em torno de 7,6 bilhões. Atingir esse patamar geraria necessidades de racionamento em vários países.

Até 23 de abril, houve liberação estimada de 280 milhões de barris por parte de bancos e governos. O petróleo armazenado no mar pode ser mais ágil de acessar do que o estoque em terra, cuja liberação é mais restrita por questões operacionais. Em terra, há aproximadamente 6,5 bilhões de barris, dos quais apenas 580 milhões podem sair de imediato.

Destruição de demanda e impactos

A Agência Internacional de Energia já havia advertido, em 16 de abril, que a Europa poderia ficar sem querosene de aviação em seis semanas. O custo do querosene disparou, chegando a mais de US$ 200 por barril no auge do estresse de mercado.

Com o aumento de custos, companhias aéreas ajustaram operações. A Lufthansa anunciou corte de 20 mil voos e a United Airlines sinalizou possível reajuste de tarifas em até 20%. Outras empresas já reduziram rotas ou elevaram preços, sob risco de queda de demanda.

Analistas destacam que, sem retomar o fluxo pelo estreito, o setor de petróleo enfrentará limitação de oferta aliada a demanda mais fraca, elevando o risco de recessão global. O cenário depende de desfechos políticos e de decisões sobre estoques estratégicos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais