- O euro atingiu o menor nível em quase dois anos, em R$ 5,7390 nas mínimas desta terça-feira, 5, e pode encerrar no mesmo patamar, menor desde junho de 2024.
- No acumulado do ano, a desvalorização frente ao real já passa de dez por cento.
- O movimento não é isolado: o real tem ganhado valor frente a uma cesta de moedas, com juros atrativos e bom desempenho macro, e a ata do Copom acena com cautela sobre cortes de juros.
- O euro perde o status de porto seguro, com menor demanda por ativos seguros e busca por moedas com maior diferencial de juros.
- Para viajantes, é possível montar o preço médio aos poucos; acompanhar cotações, avaliar contas globais e comprar em etapas ajudam a reduzir a volatilidade.
O euro atingiu a mínima de 5,7390 reais nesta terça-feira (5), sinalizando queda frente ao real que pode se confirmar no fechamento. Caso esse patamar se mantenha, será o menor nível desde junho de 2024. A moeda já recua desde o início de 2026, quando estava em cerca de 6,35 reais.
No acumulado do ano, a desvalorização frente ao real passa de 10%. A desvalorização não é exclusiva do euro: especialistas apontam que o real tem ganhado terreno contra uma cesta de moedas, puxado por juros relativamente atrativos no Brasil, baixo risco-país e geopolítica estável.
A ata do Copom, divulgada hoje, reforçou um tom cauteloso sobre o ritmo de cortes de juros, sugerindo a possibilidade de a Selic permanecer estável na próxima reunião. Analistas destacam que o cenário favorece a valorização do real frente a várias moedas.
Contexto do câmbio
O euro tem perdido a força de porto seguro. Com a menor atratividade de retorno frente a ativos de emergentes, o mercado tem migrado para moedas com carry maior, conforme avaliações de especialistas. A volatilidade do câmbio segue influenciando o ritmo de compras de moeda por investidores.
Impactos no bolso
Para quem planeja viagem à Europa, a atual cotação abre espaço para planejar compras com preço médio mais baixo. No entanto, o câmbio turismo costuma ficar acima do valor observado no mercado financeiro, acrescentando custo final.
Dicas e estratégias
Especialistas sugerem construir posições aos poucos, com compras regulares, especialmente em momentos de depreciação relevante. Em viagens já programadas, vale monitorar o câmbio, comparar contas globais e considerar opções que cubram IOF, ou transações via stablecoins para reduzir custos. Também recomendam evitar comprar tudo de uma vez, distribuindo remessas para suavizar a volatilidade.
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