- O conflito no Irã levou fatores de oferta a dominarem a inflação no 1º trimestre, segundo estudo do Daycoval.
- Mesmo com isso, há risco de não agir desde já, diante de expectativas de inflação em novo processo de desancoragem.
- A inflação ocorre em um entorno de atividade econômica ainda forte.
- O estudo recomenda medidas imediatas para conter impactos inflacionários.
- Entender a origem do choque é importante, pois pode influenciar a postura do Banco Central.
O conflito no Irã alterou a composição da inflação brasileira já no primeiro trimestre, com fatores de oferta passando a dominar o IPCA, segundo estudo do Daycoval. A leitura é de que a pressão de preços foi impulsionada por choques na oferta.
O relatório aponta que, apesar da queda de intensidade de alguns impactos no passado, a inflação segue dependente de choques de oferta. O Daycoval ressalta que a conjuntura merece resposta imediata, diante de expectativas de inflação em desancoragem e da atividade econômica ainda firme.
A pesquisa enfatiza o papel de fatores externos na inflação de curto prazo, vinculados ao cenário internacional. O texto alerta para riscos de atraso em medidas que reduzam a pressão de preços, principalmente em um ambiente de inflação com viés de alta.
O analista Rafael Cardoso, responsável pelo estudo, destaca a importância de identificar a origem do choque. Segundo ele, a procedência do choque pode orientar a atuação da política monetária conforme as condições do momento.
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