- Hong Kong registrou crescimento do PIB de 5,9% no 1º trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025.
- O avanço foi impulsionado pelo consumo privado, que subiu 5%, e pelo aumento das exportações de bens, que avançaram 23,8%.
- As exportações de serviços cresceram 3,5%, enquanto as importações de bens e serviços tiveram altas de 1,3% e 3,5%, respectivamente.
- O desempenho é o melhor desde o segundo trimestre de 2021 (7,6%); o governo aponta demanda por eletrônicos para IA, turismo e fluxo financeiro transfronteiriço como fundamentos.
- A perspectiva é de manutenção do fôlego pela demanda interna, mas há riscos com a guerra no Oriente Médio e possíveis pressões inflacionárias ligadas ao petróleo.
- Em 2022, Hong Kong registrou queda de 3,5% no PIB anual, com exportações (-13,9%) sendo fortemente impactadas pela covid-19.
Hong Kong registrou seu maior avanço do PIB em quase 5 anos, com alta de 5,9% no 1º trimestre de 2026 ante o mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Estatísticas e Censo de Hong Kong nesta terça-feira.
O crescimento foi impulsionado pelo consumo privado, que subiu 5%, e pela alta das exportações. Vendas de bens produzidos na região subiram 23,8% em relação ao 1º trimestre de 2025, enquanto as exportações de serviços cresceram 3,5%. Importações de bens e serviços também avançaram, 1,3% e 3,5%, respectivamente.
Um porta-voz do governo local atribuiu o resultado ao aumento da demanda por eletrônicos para abastecer o setor de IA, ao incremento do turismo e ao robusto fluxo de atividades financeiras transfronteiriças. A perspectiva aponta para sustentação do crescimento pela demanda interna, até o fim do ano.
O representante mencionou ainda que os próximos resultados devem refletir a war no Oriente Médio, que pode impactar a economia local. Além disso, Hong Kong permanece vulnerável à volatilidade do petróleo, o que pode pressionar a inflação e os próximos trimestres.
Crise de 2022
Olhando para o histórico recente, destaca-se a retração de Hong Kong em 2022, com queda de -3,5% no PIB anual. O efeito foi fortemente influenciado pelas restrições da pandemia de covid-19 e por novas ondas que atrasaram a reabertura econômica.
As exportações também sofreram no ano passado, com as vendas de produtos fabricados ao exterior recuando 13,9%. O conjunto desses fatores pesou sobre a atividade econômica, marcando o pior desempenho recente antes do atual ciclo de recuperação.
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