- A inteligência artificial está impactando a recuperação de dívidas privadas no setor de software, segundo o diretor de investimentos da Davidson Kempner, Tony Yoseloff.
- Yoseloff falou durante a Milken Institute Global Conference, realizada na segunda-feira.
- Ele afirma que o valor de recuperação em dívidas de primeira garantia, nos últimos cinco anos, ficou abaixo de 40 centavos.
- Empresas de software tendem a sofrer mais, por terem menos ativos físicos para respaldar avaliações quando o desempenho piora.
- O comentário destaca preocupações sobre o potencial de recuperação de créditos privados no segmento de software em meio a avanços de IA.
Disruptões provocadas pela inteligência artificial podem reduzir a recuperação de dívidas privadas no setor de software, segundo Tony Yoseloff, diretor de investimentos da Davidson Kempner Capital Management. A fala ocorreu durante a Milken Institute Global Conference, nesta segunda-feira.
Segundo Yoseloff, a preocupação central é o valor de recuperação dessas ativos. Ele destacou que, nos últimos cinco anos, a recuperação média em dívidas de primeira posição ficou abaixo de 40%. O setor de software tende a enfrentar ainda mais dificuldades devido à falta de ativos físicos que respaldem avaliações quando o desempenho piora.
A observação reforça riscos para gestores de crédito privado que atuam no segmento de software. Yoseloff aponta que a natureza intangível dessas companhias torna a recuperação mais volátil em cenários de deterioração de desempenho, o que pode impactar estratégias de cobrança e reestruturação.
Impacto no crédito privado
Mercados de dívida corporativa devem acompanhar atenção a métricas de recuperação, especialmente em empresas de software, onde padrões históricos indicam maior sensibilidade a oscilações de desempenho. A fala de Yoseloff sugere cautela na avaliação de ativos intangíveis.
Contexto e leitura de cenário
Analistas costeiam a evolução tecnológica e o papel de IA na eficiência operacional. Dados anteriores indicam que dívidas de primeira posição em ativos sem garantia física apresentam maior volatilidade de recuperação em momentos de incerteza econômica.
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