- A Intenção de Consumo das Famílias subiu 1,2% em abril, na comparação com março, para 104,5 pontos, sexta alta consecutiva.
- Em relação a abril de 2025, houve alta de 3,1%.
- Todos os sete componentes do ICF cresceram em abril ante março, incluindo emprego atual, renda atual, consumo atual, perspectiva de consumo, acesso ao crédito, momento para duráveis e perspectiva profissional.
- O movimento foi puxado pela melhora na avaliação sobre o momento para a compra de bens duráveis, como geladeiras e fogões, mesmo com juros elevados e crédito mais restrito.
- A CNC destaca que o aumento ocorreu em diferentes faixas de renda, com maior impulso entre famílias de menor renda, influenciado pela inflação sob controle para esses itens e pela queda relativa de preços de duráveis.
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) subiu 1,2% em abril, na comparação com março, alcançando 104,5 pontos. Na comparação anual, houve alta de 3,1%. O quinto aumento mensal seguido aponta melhora no momento para aquisição de bens duráveis, mesmo em meio a juros mais elevados.
A CNC destacou que todos os sete componentes usados no cálculo apresentaram expansão em abril ante março. Entre eles, o momento para duráveis avançou 2,5%, e o acesso ao crédito subiu 1,2%. Outros itens com crescimento foram emprego atual, renda atual, perspectiva de consumo, nível de consumo atual e a perspectiva profissional.
O relatório aponta que o movimento acontece em um contexto de menor pressão inflacionária sobre itens duráveis e, ainda, de câmbio favorável. A valorização do real frente ao dólar contribui para tornar mais baratos produtos importados, influenciando o apetite por esse tipo de gasto.
Desempenho por faixa de renda
O maior ímpeto de consumo ocorreu tanto entre famílias de maior renda quanto entre as de menor poder aquisitivo. Fundos com até dez salários mínimos registraram alta de 3,7% no ICF, enquanto quem ganha acima de dez salários mínimos teve alta de 1,3%.
A explicação para o impulso entre as camadas de menor renda envolve a inflação nesse grupo. O INPC, indicador de consumo para famílias de 1 a 5 salários mínimos, acumula alta de 3,77% em 12 meses até março, ficando abaixo do IPCA geral (4,14%) para os demais públicos, segundo a CN C.
Contexto econômico
No campo de duráveis, o indicador mostrou desempenho mais expressivo entre as famílias de menor poder aquisitivo, com alta de 2,5% ante março e 21,5% frente a abril do ano passado. Já entre os maiores salários, as altas ficaram em 2,1% ante março e 10,4% ante abril de 2025.
Para manter esse otimismo, a CNC sinaliza a necessidade de equilíbrio fiscal e segurança jurídica, para facilitar a flexibilização de crédito no setor terciário. A entidade cita o programa Desenrola, como uma das medidas que podem devolver poder de compra ao consumidor.
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