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Itaú entrega mais um trimestre estável com resultados sem sustos

Itaú registra lucro de R$ 12,3 bilhões no primeiro trimestre, com endividamento menor, NPL mais baixo e carteira diversificada, elevando ROE a 24,8% e afastando-se dos pares

Ações do Itaú avançam 8,45% no ano, levando o valor de mercado a R$ 470,2 bilhões
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  • Itaú Unibanco registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no primeiro trimestre, alta de 10,4% em relação ao mesmo período do ano passado e queda de 0,3% ante o quarto trimestre.
  • O ROE anual ficou em 24,8%, com melhora de 2,3 p.p. na base anual; o banco destaca qualidade das carteiras, diversificação e ajustes para um 2024 mais incerto.
  • A carteira de crédito avançou 9% comparado ao ano anterior e 1,2% trimestral, para R$ 1,5 trilhão; inadimplência acima de 90 dias ficou em 1,9% e a de 15 a 90 dias subiu para 1,7%.
  • Despesas com perda esperada cresceram 2,1% no trimestre e 7,9% no ano, totalizando R$ 10,2 bilhões, em linha com percepção de devida proteção de crédito.
  • No campo setorial, Itaú mantém participação de mercado no agro em cerca de 20% e share de RJs em 4%; ações fecharam em R$ 42,46, com alta de 0,14% e valor de mercado em torno de R$ 470,2 bilhões.

O Itaú Unibanco fechou o primeiro trimestre com resultados robustos e sem surpresas negativas, sustentados pela menor inadimplência, menor endividamento e carteira de crédito mais diversificada. O lucro recorrente gerencial foi de 12,3 bilhões de reais, alta de 10,4% ante o mesmo período de 2024.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 24,8%, avanço de 2,3 p.p. em relação ao ano anterior e 0,4 p.p. ante o trimestre anterior. O banco aponta qualidade de carteira e ajustes operacionais como fatores do desempenho.

O resultado ficou levemente abaixo da média de analistas, que esperavam 12,4 bilhões de reais. Desconsiderando adiantamento de dividendos no fim de 2024, o lucro seria de 12,7 bilhões, segundo o Itaú.

Desempenho de ativos e endividamento

A carteira de crédito somou 1,5 trilhão de reais, com alta de 9% na comparação anual e 1,2% ante o trimestre. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 1,9%, estável, enquanto a de 15 a 90 dias subiu 0,1 p.p. para 1,7%.

O banco elevou a despesa com perda esperada em 2,1% frente ao trimestre anterior e 7,9% ante o ano anterior, totalizando 10,2 bilhões de reais. A orientação é manter crédito com qualidade e diversificação.

Participação de mercado e estratégias

Gestores ouvidos pelo NeoFeed destacaram que o Itaú está elevando o padrão de atuação frente aos pares, com endividamento 15% menor que o mercado e NPL mais baixo em diversos produtos, entre 40% e 50%.

No segmento agro, o Itaú mantém participação de 20% de mercado, com apenas 4% de share nas grandes empresas, e dobrou a carteira em sete anos, ampliando diversificação. A carteira de pessoa física com garantia representa 56%.

Citações e leitura de mercado

O executivo Milton Maluhy Filho, CEO, reiterou a estratégia de crescer com qualidade, mantendo padrões de crédito já conhecidos pelo banco. Analistas ressaltaram que o desempenho adequado sustenta avaliações positivas sobre o papel.

Analista de ações destacou que, apesar do lucro próximo ao esperado, o Itaú segue visto como investimento com boa relação entre risco e retorno. As ações preferenciais fecharam em alta de 0,14%, a 42,46 reais, com valorização anual de 8,45%.

Panorama e notas finais

O Itaú encerra o trimestre com prospecção de continuidade de crescimento de crédito e manutenção de qualidade de crédito. A avaliação de mercado aponta para uma percepção de ações moderadamente cara ou barata, dependendo do cenário macroeconômico.

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