- M&A global atingiu US$ 1,6 trilhão no primeiro trimestre de 2026, recorde histórico, com alta de 50,6% na comparação anual e 8,8% em relação ao trimestre anterior, em quase 13.900 transações.
- América do Norte concentrou o movimento, respondendo por mais de US$ 1 trilhão em valor, impulsionado pela aquisição de US$ 250 bilhões da xAI pela SpaceX.
- Private equity permaneceu protagonista, respondendo por cerca de 40% do volume global e 50% do valor total, com destaque para take-privates e secondary buyouts.
- O múltiplo mediano global de EV/EBITDA ficou em 10,7x nos últimos doze meses, o maior nível desde 2021, com corporates em 9,8x e private equity em 12,6x.
- Deals acima de US$ 5 bilhões tiveram média de about 13,9x, enquanto transações abaixo de US$ 100 milhões ficaram próximas de 8x, indicando prêmio para escala e qualidade.
O volume global de fusões e aquisições atingiu US$ 1,6 trilhão no primeiro trimestre de 2026, o maior valor já registrado para um trimestre. O salto representou 50,6% na comparação anual e 8,8% frente ao trimestre anterior, somando quase 13.900 transações. O desempenho ocorreu mesmo com tensões geopolíticas, incertezas comerciais e avanços da IA.
A leitura inicial aponta para uma atuação concentrada em grandes operações e ativos de alta escala, com valuations elevados. O recorte por tamanho de negócio mostra um prêmio claro para qualidade e capacidade de trabalho com montantes superiores a US$ 5 bilhões.
América do Norte lidera o movimento
A região respondeu por mais de US$ 1 trilhão em valor transacionado, um recorde absoluto. Esse total ficou, porém, fortemente influenciado pela aquisição de US$ 250 bilhões da xAI pela SpaceX, operação entre partes relacionadas que redesenha o patamar do setor de tecnologia.
Além do efeito SpaceX–xAI, observou-se consolidação contínua em serviços financeiros, carve-outs corporativos frequentes e participação expressiva do private equity, que manteve presença importante no mercado.
Posição do private equity e o foco em escala
O private equity respondeu por cerca de 40% do volume global de transações e 50% do valor, com destaque para take-privates e secondary buyouts em diversos setores. A atuação concentra-se em ativos de maior tamanho e qualidade.
Valuation e dinâmica por segmento
O múltiplo median de EV/EBITDA atingiu 10,7x nos últimos 12 meses, o maior nível desde 2021 e acima das médias pré-pandemia. Transações lideradas por corporates ficaram em 9,8x, enquanto operações de private equity chegaram a 12,6x.
Por tamanho de operação, negócios acima de US$ 5 bilhões negociaram em torno de 13,9x; transações abaixo de US$ 100 milhões ficaram próximas de 8x. O cenário aponta prêmio claro para escala e resiliência.
Panorama final
Mercado de M&A voltou a respirar, mas com condições específicas. O capital flui para ativos maiores, de alta qualidade e valuations premium, com concentração no topo. As transações menores devem continuar ficando para trás, mantendo o ambiente de maior seletividade.
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