- Moody’s rebaixou a nota de crédito da Aegea de Ba3 para B2, indicando alto risco de crédito.
- A agência atribuiu o recuo a queda da flexibilidade financeira, maior alavancagem e percepção de enfraquecimento da governança, elevando o risco no ciclo de investimentos.
- A Aegea não comentou até a publicação; a classificação permanece em revisão para possível novo rebaixamento.
- O recuo ocorre após a reapresentação de 2024 com baixa contábil de R$ 5 bilhões, incluindo queda no lucro líquido de R$ 593 milhões e recuo de contas a receber em R$ 643 milhões.
- Itaúsa informou perda de cerca de R$ 700 milhões no seu patrimônio por causa das mudanças e pediu diagnóstico e plano de ação; a Aegea afirma manter planos de comprar a Copasa e fazer IPO.
Moody’s rebaixou hoje a nota de crédito da Aegea, passando de Ba3 para B2, indicando maior risco de crédito. A mudança ocorreu após a empresa divulgar um ajuste contábil de R$ 5 bilhões em 2024 e enfrentar maior alavancagem.
O relatório da Moody’s aponta queda na flexibilidade financeira, aumento da alavancagem e percepção de fragilidade na governança corporativa. Esses fatores elevam o risco de crédito em meio a um ciclo intenso de investimentos.
A Aegea ainda não divulgou comentário sobre o rebaixamento. A agência mantém a classificação em revisão para possível novo movimento e avalia a capacidade da administração de fortalecer controles internos.
A reapresentação de 2024 também confirmou a baixa de R$ 5 bilhões no patrimônio líquido, por reavaliação de participações e investimentos em coligadas, como Águas do Rio, entre outros itens que impactam resultados.
A Itaúsa, acionista, informou que o ajuste reduziu em cerca de R$ 700 milhões o seu próprio patrimônio. Em fato relevante, a Itaúsa pediu diagnóstico sobre o ocorrido e um plano de ação robusto para governança e gestão de riscos.
A Moody’s alerta para riscos de execução ligados à estratégia de financiamento, que depende de fontes externas para sustentar os investimentos em andamento. A empresa mantém planos de aquisição da Copasa e de listagem na bolsa.
Em meio ao cenário, a aagea afirma manter o cronograma de negócios e as operações previstas para os próximos meses, sem mudanças anunciadas até o momento.
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