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Presidente da Acciona aposta em campeão eólico europeu contra ameaça chinesa

Presidente da Acciona defende fusões transeuropeias no setor eólico para ganhar escala e soberania tecnológica diante da concorrência chinesa, com regras claras

El presidente de Acciona, José Manuel Entrecanales, en el X Aniversario de su entrada en el capital de Nordex en Hamburgo. (Foto cedida por la empresa)
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  • O presidente da Acciona, José Manuel Entrecanales, disse em Hamburgo que seria favorável a fusões transeuropeias no setor eólico, desde que atendam a certas condições.
  • A ideia é ganhar escala para competir globalmente, especialmente frente à China, e foi citada a exemplo da Airbus para ilustrar combinações entre empresas de democracias ocidentais.
  • Dois requisitos: concordância dos acionistas de que a fusão é o melhor caminho para o investimento e um marco político e legal que permita operações na Europa.
  • Prefere que as empresas resultantes continuem privadas ou listadas, mas não de propriedade estatal, defendendo controle europeu sobre a cadeia de valor do vento, software e turbinas.
  • Enfrentar a ameaça asiática com medidas para um campo de jogo mais equilibrado e apoiar regras que reduzam conteúdo chinês em projetos de energia renovável; vê as fusões como parte da soberania tecnológica europeia.

O presidente da Acciona, José Manuel Entrecanales, afirmou em Hamburgo, na Alemanha, que apoia futuras fusões no setor eólico europeu desde que atendam a condições específicas. A declaração ocorreu no X Aniversário da entrada de Nordex no capital da empresa. A ideia visa ampliar a escala para competir globalmente.

Entrecanales destacou que o mercado precisa de tamanho para enfrentar concorrentes de modelos estatais e fabricantes chineses. O encontro contou com José Luis Blanco, CEO da Nordex, que também defende fusões entre empresas de democracias ocidentais para alcançar o peso necessário.

Como exemplo, foi citado o caso da Airbus, adaptado ao contexto de acionistas privados. Entrecalales e Blanco sugeriram combinações entre players como GE Vernova, Siemens, Vestas e Nordex, desde que haja acordo entre acionistas e um marco legal europeu adequado.

Condições para fusões

Entrecanales apontou dois requisitos: alinhamento dos acionistas com o melhor caminho para o investimento e um marco político e regulatório que permita as fusões na Europa.

Os dois executivos defenderam que maior escala fortaleceria a capacidade de investir em inovação e produzir turbinas mais competitivas. A visão é que a atual fragmentação do mercado dificulta ganhos de eficiência.

Apesar do otimismo, o fundador da Acciona ressaltou que as empresas resultantes deveriam permanecer privadas ou opcionadas, não sob controle estatal, argumentando que governos costumam ter agendas distintas.

Soberania tecnológica e defesa energética

Entrecanales afirmou que proteger o setor eólico europeu envolve soberania tecnológica, não apenas competição. A meta é manter a Europa como responsável pela transição energética e pela segurança elétrica, com o controle do software e das atualizações.

Ele comparou a importância de turbinas e software a infraestrutura crítica como 5G ou defesa, defendendo certificações de cibersegurança e regulações para redes elétricas. A ideia é evitar vulnerabilidades que possam causar interrupções na Europa.

Panorama geopolítico e mercado asiático

Sobre a concorrência chinesa, o presidente da Acciona pediu medidas para manter um campo de jogo equilibrado. O objetivo é proteger o setor diante da pressão de fornecedores de autocracias, apoiando ações da Comissão Europeia para limitar conteúdo externo em projetos de energia renovável.

As falas de Entrecanales seguiram um coloquio com ex-vicecanciller alemão Robert Habeck e o ex-primeiro ministro italiano Enrico Letta, que incentivaram maior integração europeia e fusões transnacionais para competir com empresas de EUA e outros mercados.

Contexto da Nordex e renováveis

A Acciona detém 47,1% do Nordex, com sede em Hamburgo, e tem registrado resultados positivos em 2026, além de ter investido substancialmente na fabricante de turbinas. A movimentação ocorre em meio a mudanças no setor de energia renovável na Europa.

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