Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Atrasou a parcela do carro? Saiba quando o veículo pode ser apreendido

Atrasos em financiamentos podem levar à busca e apreensão de veículo; prazo curto para regularização exige análise do contrato e negociação rápida

Assim que identificar qualquer dificuldade para manter o financiamento em dia, é importante analisar o contrato, os juros, os encargos e a notificação
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 2026, o Brasil teve cerca de 81,7 milhões de consumidores inadimplentes, com juros médios de novas concessões em 32,8% ao ano.
  • Em contratos com alienação fiduciária, o atraso pode levar à busca e apreensão do veículo por ação judicial, desde que a mora seja comprovada.
  • Não é obrigatório aguardar três parcelas para a retomada; depende do contrato, mas a mora deve ficar comprovada e a notificação precisa ser válida.
  • Após a apreensão, o prazo para quitar a dívida integral começa a contar a partir da execução da liminar.
  • Dicas rápidas: não ignore cobranças iniciais, reúna documentos, verifique notificações, analise juros e encargos e busque orientação para evitar prejuízos.

O atraso na parcela do financiamento de veículos voltou a preocupar clientes e instituições. Dados indicam alta inadimplência no Brasil, com 81,7 milhões de consumidores em atraso em 2026, segundo a Serasa. A taxa de juros de novas concessões chegou a 32,8% ao ano, segundo o Banco Central.

Em contratos com alienação fiduciária, o veículo funciona como garantia da dívida. Diante da mora comprovada, banco ou financeira pode acionar a retomada do bem via ação judicial. O advogado Bruno Medeiros Durão destaca que a ação não depende apenas de três parcelas em atraso.

A ideia central é agir antes que a apreensão ocorra. A regra não exige aguardar três meses de atraso; depende do contrato e da comprovação da mora, que é indispensável conforme a súmula 72 do STJ. Notificações irregulares ou cobranças abusivas podem ser contestadas.

Quando o banco pode solicitar a busca e apreensão

Não há regra única que imponha o atraso de três mensalidades para iniciar a busca. Em muitos contratos, o atraso de uma parcela pode acionar cobrança e procedimento judicial, desde que haja mora comprovada. A validade da notificação também é essencial para a continuidade do processo.

Se o veículo já foi apreendido, o prazo para regularizar a dívida é curto. O STJ fixou que o prazo de pagamento integral começa a contar a partir da execução da liminar de busca e apreensão, o que aumenta a urgência do consumidor.

A apreensão impacta diretamente a vida econômica e social do consumidor, já que muitos dependem do veículo para trabalho e deslocamentos. O especialista reforça a necessidade de avaliação cuidadosa de cada etapa do processo.

Como se proteger e agir rápido

Primeiro passo é consultar o contrato e verificar o valor devido. Em seguida, registrar tentativas de negociação e juntar comprovantes de pagamentos, boletos e notificações. A organização facilita a fiscalização da cobrança.

Documentos como boletos, contratos e mensagens ajudam a verificar a consistência da cobrança. Verifique também se a notificação foi enviada corretamente e se dados do contrato estão corretos.

Analise com cuidado juros, tarifas e encargos. Encargos abusivos ou cobranças indevidas podem inviabilizar acordos inviáveis ou onerar demais a dívida. Evite renegociações impensadas sem entender o全 valor.

Caso o veículo tenha sido apreendido, busque orientação imediata a fim de cumprir prazos e defender direitos. A regularização deve considerar a possibilidade de recuperação do bem e a negociação com a instituição financeira.

Ao receber qualquer abordagem de entrega do veículo, confirme se há ordem judicial e identificação dos responsáveis. A atuação rápida, com orientação jurídica, pode reduzir prejuízos.

O que fazer na prática

Quem está com financiamento atrasado deve agir com rapidez para entender o valor real da dívida e as possibilidades de defesa ou renegociação. A busca pela informação adequada tende a reduzir prejuízos em situações de apreensão.

A busca e apreensão não representa o fim, mas exige planejamento e suporte jurídico adequado. Quanto mais cedo o consumidor buscar orientação, maiores as chances de mitigar impactos financeiros.

Por Thainara Martin

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais