- Bradesco anunciou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre, alta de 16,1% na comparação anual, com ROE de 15,8%.
- Carteira de crédito totalizou R$ 1,1 trilhão, crescimento de 8,4% comparado ao mesmo período de 2025; carteira de pessoas físicas subiu 9,5% para R$ 474 bilhões.
- Receita com serviços somou R$ 10,4 bilhões, alta de 6,2% ano a ano; despesas operacionais ficaram em R$ 16,2 bilhões.
- Inadimplência acima de 90 dias chegou a 4,2%, com leve alta no trimestre; provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) atingiram R$ 9,6 bilhões, +26,5% na base anual.
- Reação de mercado: ADRs no pós-mercado da NYSE chegaram a subir mais de 3%, fechando perto de +0,44% às 20h; ações em vida diária fecharam em R$ 19,27, alta de 0,42%.
Bradesco registrou o nono trimestre seguido de alta no lucro no primeiro trimestre de 2026, conforme divulgação publicada na quarta-feira, 6 de maio. O banco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões e ROE de 15,8%, mantendo a trajetória de melhoria gradual sem sustos.
O resultado superou a média de analistas consultados pela Bloomber g, que esperava lucro de R$ 6,6 bilhões. Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve alta de 4,5%. A rentabilidade acompanhou o movimento de recuperação já observado nos trimestres anteriores.
A carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,1 trilhão, com avanço anual de 8,4% e variação estável frente ao trimestre anterior. Pessoas físicas cresceram 9,5% na comparação anual, para R$ 474 bilhões, enquanto PMEs subiram 14,4% em 12 meses, mas recuaram 2,3% no trimestre.
As grandes empresas apresentaram alta anual de 3,3%, totalizando R$ 361,3 bilhões, com leve recuo trimestral de 0,2%. A leitura de analistas aponta que o crescimento, ainda que sólido, desacelerou frente ao quarto trimestre, puxado por segmentos como consignado privado e veículos.
A despesa com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) subiu 26,5% na base anual, para R$ 9,6 bilhões, e 9,5% frente ao trimestre anterior. A margem líquida, 10,4 bilhões, cresceu 8% na passagem trimestral, refletindo maior PDD, mas também melhoria na margem bruta.
A margem financeira bruta somou R$ 20 bilhões, com alta de 16,4% em 12 meses e 4,2% ante o último trimestre. A receita com serviços atingiu R$ 10,4 bilhões, alta de 6,2% na comparação anual, porém queda de 6,4% em relação ao trimestre anterior.
Despesas operacionais subiram 7,8% ante o 1º trimestre de 2025, para R$ 16,2 bilhões, em função de investimentos em infraestrutura tecnológica e expansão do volume de transações. O índice de eficiência chegou a 46,9%, melhorando tanto frente ao 1T2025 quanto ao 4T2025.
Mercado reagiu de forma inicialmente positiva, com ADRs nos EUA avançando acima de 3% após o balanço. Por volta das 20h, o papel operava em alta de 0,4%, cotado a US$ 3,87.
Analistas destacaram que o Bradesco avançou com uma trajetória gradual de melhorias, alinhada à estratégia de equilíbrio entre crédito de maior qualidade e ganhos operacionais. Ainda há pontos a evoluir para manter o momentum.
Sobre a carteira de crédito com garantia, a instituição informou que atingiu 60,8% do total, fortalecendo um perfil visto como positivo por gestores de mercado. Em contrapartida, a cautela persiste quanto ao custo da PDD em meio ao cenário de juros.
As ações do Bradesco fecharam o pregão com alta de 0,42%, aos R$ 19,27. No acumulado do ano, os papéis avançaram 5,8%, elevando o valor de mercado da instituição.
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