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Brasil avança com proposta de descarbonização durante Semana do Clima

Brasil avança com coalizão de carbono regulado; governança aprovada em Florença amplia adesões e padroniza regras para acelerar a descarbonização

A COP 30 foi realizada em novembro de 2025 em Belém, no Pará
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  • A Coalização Aberta de Mercados Regulados de Carbono avançou em Florença, Itália, com aprovação de governança e dos mecanismos de adesão formal.
  • O objetivo é padronizar regras de metodologia, monitoramento e contabilidade de emissões para acelerar a descarbonização global.
  • A adesão já inclui China, União Europeia e outras grandes economias, representando cerca de sessenta por cento do PIB mundial.
  • Até 6 de maio, dez países já haviam avançado na adesão formal; outras nações devem se somar nos próximos meses.
  • A partir de Florença, o Brasil assume a presidência por dois anos, com China e União Europeia como copresidentes.

A Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono avançou em Florença, Itália, com a aprovação de governança e de mecanismos de adesão formal baseados no termo de referência. A iniciativa, lançada pelo Brasil, visa estabelecer regras globais para medir emissões e padronizar o monitoramento, contabilidade e uso de créditos de carbono. O objetivo é acelerar a descarbonização da economia global.

Segundo a Fazenda, a decisão sinaliza uma mudança relevante rumo a uma economia de baixo carbono, com maior interoperabilidade entre mercados e proteção ao comércio de créditos. A medida foi anunciada durante a Semana do Clima 2026 do Instituto Universitário Europeu, vinculada à COP30 realizada em Belém.

De acordo com o Ministério da Fazenda, 10 países já aderiram formalmente, com expectativa de que outras nações se juntem nos próximos meses. A adesão envolve países e blocos relevantes como China, União Europeia, Brasil, Turquia, Nova Zelândia, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Noruega e Singapura.

A governança inicial prevê Brasil como presidente por dois anos, com China e União Europeia atuando como copresidentes. Instituições internacionais participam para acompanhar a implementação, entre elas ICAP, IEA, WRI e IETA. A participação reúne cerca de 60% do PIB mundial.

A proposta brasileira, apresentada em novembro de 2025, visa padronizar critérios metodológicos para mensurar emissões e facilitar a tomada de decisões de investimento em tecnologias de baixa emissão. A medida também busca fortalecer a integridade ambiental no comércio de créditos.

Coalização

A secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, afirmou que é possível construir soluções concretas, graduais e cooperativas mesmo em um cenário internacional polarizado. O avanço ocorreu até esta quarta-feira (6 mai 2026), segundo o ministério.

Segundo a Fazenda, a adesão formal de países já anunciados ocorreu com base no termo de referência aprovado. As informações indicam que outros membros devem se somar ao grupo nos próximos meses, ampliando o alcance da iniciativa.

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