- O governo de Javier Milei vive o pior momento, com escândalos de corrupção, queda de popularidade e deterioração da atividade econômica.
- A inflação voltou a subir, chegando a 3,4% em março de 2026, após queda para dois dígitos no fim de 2023. Milei reconheceu que o dado é ruim.
- A atividade econômica encolheu 2,6% em fevereiro ante janeiro, com queda de 2,1% nos últimos 12 meses; a produção industrial caiu 4% em fevereiro, acumulando 8,7% no último ano.
- A popularidade cai, com desaprovação acima de 60% em pesquisas; casos de corrupção, como o provável enriquecimento ilícito do chefe de gabinete, contribuíram para o desgaste.
- A Fitch Rating elevou a nota da Argentina de CCC+ para B- com perspectiva estável, e a bolsa de Buenos Aires ficou em alta, embora analistas achem que o quadro macro ainda é desfavorável.
- Além disso, o governo adiantou medidas de imprensa, proibindo temporariamente jornalistas de entrar na Casa Rosada, depois reabrindo com restrições.
O governo do ultraliberal Javier Milei vive o pior momento desde o início do mandato, enfrentando escândalos de corrupção, queda da popularidade e piora da atividade econômica. A inflação voltou a acelerar após trajetória de queda, chegando a 3,4% em março. O atraso na redução impacta a percepção sobre a gestão.
A produção industrial caiu 4% em fevereiro frente a janeiro, com queda acumulada de 8,7% nos 12 meses. A atividade econômica recuou 2,6% em fevereiro, e o desempenho acumulado de 12 meses ficou em -2,1%. A conjuntura aponta desaceleração e desvalorização do peso.
Para analistas, o plano econômico é visto como simplista. A desconfiança sobre o peso aumenta o risco de dolarização de contratos e eleva a pressão inflacionária. Especialista aponta que a abertura comercial prejudica a indústria local.
Desempenho e críticas
Além da economia, casos de corrupção abrem desgaste político. O chefe de gabinete, Manuel Adorni, é alvo de investigações sobre viagens de luxo e imóveis declarados incompatíveis com a renda. A desaprovação já supera 60% em pesquisas recentes.
Observa-se queda de apoio à gestão: a Atlas Intel apontou 63% de reprovação e 35% de aprovação. Segundo a Zentrix, cerca de dois terços da população entendem que a promessa anticorrupção foi quebrada.
Apesar disso, pela visão de especialistas, há apoio relativo à recuperação de inflação. No entanto, o comportamento de preços continua elevado, dificultando a recuperação econômica. O governo avalia caminhos para conter a pressão cambial.
A Fitch Ratings elevou a nota de crédito da Argentina de CCC+ para B-, com perspectiva estável, citando melhorias fiscais e da balança externa. No mercado, a Bolsa de Buenos Aires operou em alta, num sinal limitado de confiança.
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