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Corrupção, inflação e economia em queda desafiam Milei na Argentina

Corrupção, inflação em alta e atividade econômica em queda abalam Milei, com queda de popularidade, risco de recessão e tensões com a imprensa

A woman marches toward the National Congress as lawmakers debate a reform to the Glaciers Law in Buenos Aires, Argentina, on April 8, 2026. The reform, promoted by Argentine President Javier Milei, seeks to allow provinces to define glacier protection zones to permit the expansion of mining activity. (Photo by Matias Baglietto/NurPhoto)NO USE FRANCE
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  • O governo de Javier Milei vive o pior momento, com escândalos de corrupção, queda de popularidade e deterioração da atividade econômica.
  • A inflação voltou a subir, chegando a 3,4% em março de 2026, após queda para dois dígitos no fim de 2023. Milei reconheceu que o dado é ruim.
  • A atividade econômica encolheu 2,6% em fevereiro ante janeiro, com queda de 2,1% nos últimos 12 meses; a produção industrial caiu 4% em fevereiro, acumulando 8,7% no último ano.
  • A popularidade cai, com desaprovação acima de 60% em pesquisas; casos de corrupção, como o provável enriquecimento ilícito do chefe de gabinete, contribuíram para o desgaste.
  • A Fitch Rating elevou a nota da Argentina de CCC+ para B- com perspectiva estável, e a bolsa de Buenos Aires ficou em alta, embora analistas achem que o quadro macro ainda é desfavorável.
  • Além disso, o governo adiantou medidas de imprensa, proibindo temporariamente jornalistas de entrar na Casa Rosada, depois reabrindo com restrições.

O governo do ultraliberal Javier Milei vive o pior momento desde o início do mandato, enfrentando escândalos de corrupção, queda da popularidade e piora da atividade econômica. A inflação voltou a acelerar após trajetória de queda, chegando a 3,4% em março. O atraso na redução impacta a percepção sobre a gestão.

A produção industrial caiu 4% em fevereiro frente a janeiro, com queda acumulada de 8,7% nos 12 meses. A atividade econômica recuou 2,6% em fevereiro, e o desempenho acumulado de 12 meses ficou em -2,1%. A conjuntura aponta desaceleração e desvalorização do peso.

Para analistas, o plano econômico é visto como simplista. A desconfiança sobre o peso aumenta o risco de dolarização de contratos e eleva a pressão inflacionária. Especialista aponta que a abertura comercial prejudica a indústria local.

Desempenho e críticas

Além da economia, casos de corrupção abrem desgaste político. O chefe de gabinete, Manuel Adorni, é alvo de investigações sobre viagens de luxo e imóveis declarados incompatíveis com a renda. A desaprovação já supera 60% em pesquisas recentes.

Observa-se queda de apoio à gestão: a Atlas Intel apontou 63% de reprovação e 35% de aprovação. Segundo a Zentrix, cerca de dois terços da população entendem que a promessa anticorrupção foi quebrada.

Apesar disso, pela visão de especialistas, há apoio relativo à recuperação de inflação. No entanto, o comportamento de preços continua elevado, dificultando a recuperação econômica. O governo avalia caminhos para conter a pressão cambial.

A Fitch Ratings elevou a nota de crédito da Argentina de CCC+ para B-, com perspectiva estável, citando melhorias fiscais e da balança externa. No mercado, a Bolsa de Buenos Aires operou em alta, num sinal limitado de confiança.

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