- Estudo com microdados do Novo Caged (2020–2025) aponta a educação como principal determinante do salário; diploma de ensino superior aumenta o salário inicial em cinquenta por cento e pode chegar a mais de quinhentos por cento em cargos de direção.
- Lacunas salariais por nível de escolaridade: ensino técnico representa quarenta e dois por cento de diferença; ensino médio, dezessete por cento.
- Em cargos com ao menos cinco mil admissões, diretores-gerais com diploma recebem mediana de R$ 10.000, frente a R$ 1.805 sem diploma (mais de quarenta e cinco por cento a mais); gerentes de marketing com diploma ganham R$ 8.500 contra R$ 3.088 sem diploma (quinze por cento a mais).
- Entre ocupações que exigem ensino técnico, técnicos de vendas com diploma ganham trezentos e vinte e três por cento a mais; programadores de internet mostram diferença de noventa e nove por cento.
- Regiões: Distrito Federal tem maior impacto do diploma no salário inicial (aumento de setenta e cinco por cento); em mediana, São Paulo lidera com R$ 4.394; no primeiro trimestre de 2026, horas de estudo em cursos de IA alcançaram recorde, com novecentos e uma mil horas em três meses.
O estudo da Unico Skill, com base nos microdados do Novo Caged, analisou 135 milhões de contratações ocorridas entre 2020 e 2025 no Brasil. O objetivo foi entender como a educação influencia a remuneração inicial e a progressão salarial por nível de escolaridade.
Comparecimentos apontam que o diploma aumenta o salário inicial de quem tem ensino superior completo. Em cargos que exigem graduação, a diferença chega a 50% em relação a quem não tem diploma. Em algumas funções, a lacuna pode ultrapassar 450%.
Entre posições com pelo menos cinco mil admissões de cada grupo, a maior diferença aparece em diretores-gerais: R$ 10 mil com diploma vs. R$ 1.805 sem diploma. Gerentes de marketing apresentam diferença de 175%, com salário de R$ 8.500 versus R$ 3.088.
Dados por nível de ensino
Para cargos que exigem ensino técnico, técnicos de vendas com diploma ganham 123% a mais do que os sem diploma. Em programadores de internet, a lacuna chega a 99%. No ensino médio, supervisores de produção na indústria alimentícia com diploma ganham quase o dobro: R$ 4.943 ante R$ 2.500.
Funcionários com ensino médio em supervisão de vendas comerciais também mostram vantagem: salário de R$ 3.775 com diploma, frente R$ 2.149 sem diploma. A pesquisa destaca que o valor da educação aparece em diversas áreas, mesmo sem exigência formal de diploma.
Diferenças regionais
O Distrito Federal é onde o diploma tem maior impacto, com alta de 75% no salário inicial em funções que pedem graduação. Mato Grosso, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Rondônia aparecem entre os estados com maior aumento salarial.
Entre os estados com menor impacto, Amapá, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Alagoas estão entre os que registram ganhos menores com a formação superior. Em média, a diferença regional varia conforme a oferta de cargos e o mercado local.
Mediana salarial e cenário paulista
Considerando a mediana salarial entre 2020 e 2025, graduados em funções de ensino superior em São Paulo tiveram os melhores ganhos, cerca de 4.394 reais, 47% acima da média estadual. O Distrito Federal fica próximo, seguido por Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A análise aponta que o padrão de valorização pela educação é consistente, independentemente do cargo. Ao cruzar dados, observa-se que a educação continua sendo um diferencial relevante no mercado de trabalho brasileiro.
Benefício educação ilimitado
Mais de 100 empresas, incluindo Bradesco, Bayer, Nestlé e Ypê, oferecem o benefício educação ilimitado por meio da Unico Skill. O programa permite estudar em instituições nacionais e internacionais de referência, com flexibilidade de horários e escolha de cursos.
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