- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que há discussão sobre revogar a chamada “taxa das blusinhas”, que taxou encomendas internacionais de até US$ 50.
- Durigan reiterou que não abre mão do programa Remessa Conforme, que fiscaliza o pagamento de impostos por empresas estrangeiras.
- A ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, informou que a arrecadação com a taxa foi de quase R$ 2 bilhões em 2025.
- A discussão ocorreu em meio ao desgaste da medida para a popularidade do presidente Lula, com pesquisa apontando 62% de brasileiros considerando a taxa um erro.
- A Confederação Nacional da Indústria afirmou que a taxa evitou R$ 4,5 bilhões em importações e ajudou a preservar mais de 135 mil empregos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta quarta-feira (6/5) que existe uma discussão sobre cancelar a cobrança da chamada taxa das blusinhas, imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Durigan ressaltou que não abre mão do programa Remessa Conforme, que fiscaliza o pagamento de impostos por empresas estrangeiras que enviam produtos ao Brasil.
Durigan afirmou que o tema está em debate, mas que o Remessa Conforme é essencial para manter o controle fiscal. O ministro disse que a discussão busca equilíbrio entre avanços já alcançados e eventuais ajustes na política de importação. A declaração ressalta que o assunto está em análise, sem definição sobre o eventual fim da taxa.
Contexto de arrecadação e impactos econômicos
Meses antes, a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, informou que a arrecadação com a taxa ficou próxima de R$ 2 bilhões em 2025. A discussão sobre a retirada ocorre em meio a queda de popularidade do presidente Lula, que busca a reeleição. Pesquisas mostram percepção negativa sobre a medida entre a população.
Levantamento da AtlasIntel aponta que 62% dos brasileiros veem a taxa como erro do governo, enquanto 30% consideram o tributo um acerto. A percepção pública cresce como tema sensível para a gestão federal. Enquanto isso, setores produtivos defendem a taxa e o efeito de contenção de importações.
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