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Empresas buscam modelo lucrativo com IA, mesmo diante de custos elevados

Investidores apostam em IA, mas lucro ainda não aparece; OpenAI prepara IPO, Google monetiza via assinaturas e integração Gemini

Investimento das empresas de inteligência artificial é crescente, mas lucros ainda vão demorar a chegar
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  • OpenAI recebeu apoio de US$ 122 bilhões e avalia caminhos de rentabilização, incluindo assinaturas, anúncios e APIs, além de considerar abertura de capital.
  • HSBC Global Investment Research projeta que a OpenAI não será lucrativa até 2030, mesmo com expansão de clientes, e aponta necessidade de investir bilhões em computação.
  • A OpenAI busca união de soluções em um superapp com o ChatGPT e já negocia parte de suas ações em ETFs nos EUA; anunciou encerramento da IA de vídeos Sora.
  • O Google monetiza IA integrando o Gemini a seus serviços (Gmail, Drive, Android) e ampliando planos de assinatura; tem mais de 325 milhões de assinaturas pagas entre consumidor e YouTube Premium.
  • A Anthropic adota modelo semelhante ao da OpenAI, com assinaturas e APIs; afirma que Claude não terá anúncios e trabalha em plataformas de agentes autônomos para controlar custos.

A OpenAI e a Anthropic ainda buscam modelos de negócios que garantam lucratividade, mesmo com elevados custos operacionais. Investidores apostam em assinaturas, APIs e publicidade como caminhos possíveis, além da possibilidade de abrir capital para financiar o crescimento.

Segundo a Gartner, gastos globais com IA devem chegar a US$ 2,52 trilhões em 2026, indicando adoção acelerada. Contudo, empresas como OpenAI enfrentam despesas elevadas, sem evidência de lucro público até o momento.

A OpenAI projeta que a lucratividade só deverá ocorrer após novas fases de captação e crescimento de receita, com um possível IPO no radar. A empresa afirma manter ritmo de crescimento mais rápido que grandes players da virada do milênio e planeja unificar suas soluções em um superapp a partir do ChatGPT.

Para o Google, a monetização da IA já está integrada a serviços existentes. A empresa comercializa o Gemini em variados produtos, com planos de assinatura mais caros que incluem IA, e já registra centenas de milhões de assinaturas em serviços ao consumidor. O Google também destacou o uso do Gemini Enterprise e a integração da IA em sete produtos com mais de 2 bilhões de usuários.

O Google não indicou planos de veicular anúncios no aplicativo Gemini no momento, apesar de explorar a publicidade de modo mais amplo em suas plataformas. A estratégia envolve reimaginar a publicidade, ampliar assinaturas e oferecer soluções corporativas com IA via Google Cloud.

A Anthropic adota um modelo próximo ao da OpenAI, com assinaturas para usuários individuais, planos corporativos, parcerias com marcas e fornecimento de APIs para empresas. A empresa informou publicamente que o Claude manterá a ausência de anúncios para preservar a confiabilidade do assistente.

Especialistas ouvidos pelo setor destacam que a demanda por integrações rápidas e valor inicial impedem, por ora, a obtenção de lucros consistentes. Profissionais de mercado apontam que o custo de infraestrutura continua alta e que a rentabilidade dependerá de redução de custos operacionais e de novas fontes de receita.

Para a Anthropic, recentes lançamentos, como a plataforma Claude Managed Agents, visam equilibrar custos de infraestrutura e entrega de valor aos clientes, ajudando a controlar o gasto com tecnologia. A iniciativa busca ampliar a adoção sem comprometer a eficiência.

Analistas ressaltam que a trajetória de monetização dessas empresas está ligada à expansão de base de clientes, à diversificação de produtos e à adoção de modelos de negócio escaláveis, com foco em assinaturas, APIs e serviços corporativos.

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