- A entrada líquida de estrangeiros na B3 em abril foi de R$ 3,18 bilhões, o terceiro mês seguido de queda desde o recorde de janeiro, de R$ 26,31 bilhões.
- Em 2026, o total do ano ficou em R$ 56,54 bilhões, mais que o dobro do valor registrado em todo o ano passado.
- A queda desde o pico de janeiro representa uma retração de 87,9% na entrada de capital externo.
- O ritmo de saída se intensificou nos últimos dias de abril, com R$ 7,88 bilhões saindo entre os dias 22 e 30.
- Analistas atribuem a desaceleração a incertezas geopolíticas no Oriente Médio, à volta dos investidores a Wall Street e à busca por ativos mais seguros, como títulos norte-americanos e dólar.
O fluxo de investimentos estrangeiros na B3 continua em queda. Em abril, o saldo líquido foi positivo de R$ 3,18 bilhões, dando continuidade ao recuo pela terceira vez consecutiva desde o recorde de janeiro, de R$ 26,31 bilhões.
Conforme dados da Elos Ayta, o ingresso externo já recuou 87,9% desde o pico de janeiro. No acumulado de 2026, o fluxo externo soma R$ 56,54 bilhões, mais que o dobro do total de 2025.
Impasses geopolíticos e soberania de fluxos
A cautela decorre da incerteza geopolítica no Oriente Médio, com tensões entre EUA, Israel e Irã. A volatilidade internacional aumenta a aversão ao risco entre investidores estrangeiros.
Paralelamente, a recuperação de Wall Street e a busca por diversificação em mercados emergentes ajudam a moderar o tom geral, ainda que o apetite por ações brasileiras siga contido.
Tendências e perspectivas
Economistas destacam que o recuo atual pode refletir realização de ganhos e busca por ativos mais resilientes, como títulos norte-americanos. A recuperação depende de sinais mais claros sobre o desfecho do conflito regional.
A expectativa é de que a entrada de estrangeiros ganhe fôlego novamente quando houver definição sobre negociações entre EUA e Irã e impactos na economia global forem mais evidentes.
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