- Governo estuda a segunda fase do Novo Desenrola Brasil, direcionada a trabalhadores informais adimplentes com dívidas com juros altos.
- O anúncio da nova etapa pode ocorrer entre o fim de maio e o início de junho, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
- Durigan destacou que o perfil informal envolve renda não fixa, sem salário recorrente e maior incidência de juros.
- A ideia é dar continuidade à versão lançada em 2023, sem criar cultura de perdão de dívidas, mas ajustar a realidade após o aumento dos juros em 2024.
- O governo prevê duração de noventa dias para o Novo Desenrola Brasil.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal estuda uma segunda etapa do Novo Desenrola Brasil voltada aos trabalhadores informais que estão adimplentes, mas com dívidas acumuladas por juros altos. A ideia é ampliar o alcance do programa sem abrir mão de critérios de responsabilidade fiscal.
Durigan destacou que o informal não possui renda fixa nem salário recorrente, o que dificulta o acesso a crédito com condições estáveis. Ainda segundo o ministro, esse grupo é quem mais sofre com juros elevados no país.
O anúncio da nova etapa pode ocorrer entre o fim de maio e o início de junho, afirmou o ministro durante participação no programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (6). A pauta foi apresentada como continuidade da primeira versão, lançada em 2023.
Segundo Durigan, o objetivo não é criar uma cultura de perdão de dívidas, mas enfrentar a desvantagem de crédito resultante das altas de juros em 2024, momento em que o governo reconheceu impacto sobre o custo de tomada de crédito.
Ele ressaltou que o programa não terá duração prolongada, estimando uma mobilização de cerca de 90 dias para o Novo Desenrola Brasil, em linha com a previsão inicial.
Não foram divulgados detalhes sobre critérios adicionais, valores disponíveis ou teto de dívidas que possam ser contempladas na nova etapa. As informações finais deverão ser apresentadas em anúncio oficial do governo.
Entre na conversa da comunidade