- Governo avalia linha de crédito de até R$ 1 bilhão com garantia para companhias aéreas, com limite de até 330 milhões por empresa e risco integral da União.
- A medida soma-se a outro apoio de até R$ 7,5 bilhões, anunciados em abril pelo FNAC, voltado a Azul, Gol e Latam e à reestruturação financeira do setor.
- Alta do preço do querosene de aviação, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, eleva custos das aéreas, que hoje representam entre 35% e 40% do seu custo total.
- A Latam projeta preço do querosene em torno de US$ 170 por barril no segundo e terceiro trimestres, com alta de cerca de 89% frente ao começo do ano, e queda para US$ 150 no fim do ano.
- A regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional ainda aguarda assinatura, com liberação dos recursos prevista até 28 de junho, em parcela única, sujeito a regras de elegibilidade e cobrança de juros em caso de inadimplência.
Brasília está preparando uma linha de crédito de até 1 bilhão de reais para companhias aéreas, com garantia do governo, para enfrentar a alta do querosene de aviação. O limite por empresa seria de até 330 milhões de reais, correspondente a 1,6% do faturamento bruto estimado para 2025. O risco ficaria todo com a União.
A medida compõe um conjunto de ações do governo para mitigar o impacto do aumento de custos no setor, provocado pela guerra no Oriente Médio. Dados da indústria indicam que o combustível representa entre 35% e 40% do custo total das aéreas, elevando o debate sobre o equilíbrio financeiro das empresas.
A linha de crédito visa capital de giro e se soma a uma medida anunciada em abril, que disponibilizou até 7,5 bilhões de reais do FNAC para Azul, Gol e Latam, com foco na reestruturação financeira. A prioridade é manter liquidez das companhias diante da volatilidade dos preços.
Detalhes da linha de crédito
A regulamentação está pendente de aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN). O texto prevê cobrança de juros de mora de 1% ao mês e multa de 2% em caso de inadimplência, com pagamento em parcela única. O prazo de reembolso seria de até seis meses após o desembolso.
A liberação ocorreria em uma única parcela, até 28 de junho, diretamente nas contas dos mutuários, sem liberações fracionadas. A ideia é assegurar agilidade e controles estritos para evitar desequilíbrios financeiros no setor.
A iniciativa é apresentada como medida excepcional, alinhada a outras ações para conter o impacto da alta do petróleo. Entre elas estão a isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação e o adiamento de tarifas de navegação aérea. /Com Luciana Dyniewicz
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