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Governo não indeniza empresários; debate transições, diz Durigan

Durigan não defende indenizações pelo fim da escala 6x1, mas admite discutir transições com crédito mais barato e aumento do fundo garantidor

Ministro acredita que benefícios não geram mais emprego
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ser contra indenizações para empresários afetados pelo fim da escala 6×1, mas pode discutir medidas de transição.
  • Entre as medidas, ele citou ampliar o fundo garantidor e melhorar o crédito para pequenas empresas.
  • A discussão ocorre enquanto empresários tentam incluir a desoneração no projeto que encerra a escala 6×1, com resistência de governistas.
  • A proposta da 6×1 busca reduzir a jornada de trabalho, assegurando duas folgas semanais sem prejuízo salarial, eliminando na prática o regime 6×1.
  • O governo vê benefícios como maior produtividade, apesar das críticas; dados do Ministério do Trabalho indicam 37,2 milhões de trabalhadores em jornadas de 44 horas semanais, 26,3 milhões sem horas extras e 14,8 milhões sob o modelo 6×1, incluindo 1,4 milhão de empregadas domésticas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira que é contra qualquer forma de indenização para setores atingidos pelo fim da escala 6×1. Ele, porém, sinalizou abertura a discutir medidas de transição para indústrias específicas.

Durigan apontou que o governo pode promover ganhos de produtividade por meio de crédito facilitado para pequenas empresas, ampliar o fundo garantidor de crédito e investir em capacitação digital. As declarações foram feitas durante o programa Bom dia, ministro.

A fala ocorre enquanto empresários tentam incluir a desoneração no projeto sobre o fim da escala 6×1, que prevê mudanças na jornada de trabalho. O governo resiste a indenizações, mantendo foco em transição e produtividade.

Medidas de transição e pontos em debate

A proposta sobre a 6×1 pretende reduzir a jornada, garantindo duas folgas semanais sem perda salarial. O Planalto defende um teto de 40 horas semanais, em negociação com setores afetados.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego indicam que 37,2 milhões de trabalhadores vivem jornadas de 44 horas semanais; 26,3 milhões não recebem horas extras. A jornada no modelo 6×1 atinge 14,8 milhões, incluindo 1,4 milhão de empregadas domésticas.

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