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Negociações com Raízen se aquecem enquanto fundos estrangeiros buscam empréstimo

Negociações com credores se aquecem; estrangeiros discutem empréstimo de até R$ 2,5 bi e possível emissão de bonds, sem dinheiro novo confirmado

Tanques de combustíveis da operação da Raízen em Rondonópolis (MT)
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  • As negociações entre Raízen e credores seguem intensas, com a expectativa de um plano fechado no início de junho e adesão de mais de 50% dos credores.
  • Não há dinheiro novo na mesa, mas cresce a discussão sobre aporte adicional de até R$ 5 bilhões; há quem proponha um empréstimo sênior de R$ 2,5 bilhões em três anos.
  • Paralelamente, fundos estrangeiros estudam, junto a bondholders, uma liquidez via nova emissão de bonds, gerando debates sobre assimetria entre credores.
  • Os credores querem prazo menor para dívidas não convertidas em ações, sugerindo cinco anos, frente à proposta inicial de até dez a treze anos.
  • Também está em pauta o uso de recursos de até US$ 1,5 bilhão com a venda das operações na Argentina (Shell, cerca de 900 postos e refinaria Dock); Raízen, Cosan e Shell não comentaram.

Raízen acelera negociações com credores para obter liquidez, com plano de uso da Justiça em junho. A meta é homologar acordo com adesão de mais de metade dos credores. As reuniões começaram nesta segunda-feira e vão até amanhã.

As conversas envolvem credores externos buscando um empréstimo sênior garantido para a empresa. Dois grupos de investidores estrangeiros atuam, um com proposta de R$ 2,5 bilhões em três anos, e outro estudando liquidez via nova emissão de bonds.

Dinheiro Novo

Fontes dizem que não há confirmação de dinheiro novo na mesa, mas há expectativas sobre aportes adicionais. Discutem-se aportes entre R$ 4 bilhões já prometidos por Shell e Rubens Ometto, e possíveis entradas até R$ 5 bilhões, conforme apurou a Broadcast.

Somam-se dúvidas sobre simetria entre credores e a possibilidade de reorganização de dívidas. Alguns bondholders avaliam impactos de uma estrutura que favoreça quem se comprometeu com o empréstimo frente aos demais.

Pontos em aberto incluem o prazo para reduções não convertidas em ações. Enquanto a empresa sugeriu até 10 a 13 anos, credores defendem prazos menores, em torno de cinco anos, para parte da dívida.

Outra linha discutida é o destino de recursos de uma potencial venda de operações na Argentina, estimada em até US$ 1,5 bilhão. A operação envolve cerca de 900 postos Shell e a refinaria Dock.

Raízen, Cosan e Shell não comentaram o assunto. Acompanham as tratativas decisões que podem impactar a estrutura de capital da companhia no curto prazo.

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