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Pão de Açúcar renegocia com credores e reduz dívida de R$ 4,6 bi pela metade

GPA renegocia dívida de R$ 4,6 bilhões com 57% de credores; alívio de caixa superior a R$ 4,5 bilhões nos próximos anos aumenta previsibilidade financeira

Foto: Taba Benedicto/Estadão
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  • O Grupo Pão de Açúcar fechou a renegociação de dívida via recuperação extrajudicial, com 57% dos credores não operacionais apoiando o acordo.
  • A operação prevê redução do endividamento em mais de R$ 2 bilhões e alívio de caixa superior a R$ 4,5 bilhões nos próximos anos, com três frentes: alongamento de prazos, conversão parcial em capital e desconto a credores.
  • A reestruturação envolve cerca de R$ 4,6 bilhões em dívidas, incluindo emissão de aproximadamente R$ 2,6 bilhões para credores, sendo R$ 1,5 bilhão em debêntures com carência de dois anos e pagamento até 2031 e R$ 1,1 bilhão em instrumentos conversíveis em ações.
  • A adesão está condicionada a aporte mínimo de 20% da exposição de cada credor, com a empresa buscando cerca de R$ 200 milhões adicionais para reforço de liquidez no curto prazo.
  • O movimento depende de homologação judicial;, e o GPA afirma manter operações normais durante o processo, ganhando maior capacidade de investimento e de expansão de margens após a reestruturação.

O Grupo Pão de Açúcar anunciou a conclusão da renegociação de sua dívida no âmbito da recuperação extrajudicial. O acordo reduz a pressão de caixa no curto prazo e melhora o perfil financeiro da empresa. A adesão atingiu 57% dos credores não operacionais.

A operação envolve cerca de 4,6 bilhões de reais em dívidas, com três frentes: alongamento de prazos, convertibilidade em ações e desconto para parte dos credores. O GPA aponta alívio de caixa acima de 4,5 bilhões reais nos próximos anos.

A renegociação foi necessária para corrigir o descompasso entre a operação da companhia e o nível de endividamento acumulado. A gestão enxerga a recuperação extrajudicial como instrumento para readequar a estrutura de capital à geração de caixa.

A adesão pela estrutura depende de novos recursos, com aporte mínimo de 20% da exposição de cada credor. O GPA busca captar aproximadamente 200 milhões de reais adicionais para reforçar a liquidez de curto prazo.

Origem da reestruturação

O presidente do GPA afirma que o desequilíbrio entre operação e passivos levou à recuperação extrajudicial. A administração destaca que o objetivo foi alinhar dívida à realidade de caixa da empresa.

Condições

Separadamente, a emissão para credores apoiadores inclui 2,6 bilhões de reais. Desse total, 1,5 bilhão são debêntures com carência de dois anos. Os demais 1,1 bilhão referem-se a instrumentos convertíveis em ações.

Impacto

Durante o processo, o GPA manteve operações sem interrupções. A nova estrutura de capital deve ampliar capacidade de investimento em lojas e melhoria de serviços ao cliente.

Próximos passos

O acordo ainda depende de homologação judicial. A adesão de novos credores permanece aberta, sem alterar a base financeira já definida. A empresa manterá foco em margens, vendas e redução de passivos remanescentes.

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