- O Bank of America divulgou, na sexta-feira passada, um relatório com visão otimista sobre o Brasil, feito a partir de conversas com investidores em Nova York, Boston e Los Angeles.
- Os fatores que atraem investimentos são: o Brasil é grande fornecedor de commodities, está relativamente distante de conflitos no Oriente Médio, possui reservas de minerais em terras raras e tem matriz energética limpa, o que favorece investimentos em data centers.
- Os investidores não estavam preocupados com o desempenho recente dos ativos brasileiros e indicaram espaço para aumentar o risco conforme o cenário externo evolua.
- As eleições de outubro aparecem no radar como um risco assimétrico para o potencial de alta dos ativos brasileiros.
- O relatório aponta interesse de estrangeiros em títulos indexados à inflação na margem, devido a rendimentos reais atrativos e carry de curto prazo melhorado pela inflação mais alta.
O Bank of America divulgou um relatório sobre a economia do Brasil, baseado em conversas com investidores estrangeiros em Nova York, Boston e Los Angeles. O documento, divulgado na terça-feira (5) com data de 1º de maio, traz tom otimista em relação ao país.
Segundo o texto, há espaço para aumentar o risco na economia brasileira, desde que o cenário externo contribua. Os investidores destacam que o Brasil é grande fornecedor de commodities, fica distante de conflitos no Oriente Médio e possui reservas de minerais em terras raras. Além disso, a matriz energética limpa favorece investimentos, como em data centers.
O relatório aponta ainda que o pessamento recente sobre ativos brasileiros não impede a perspectiva de ganhos, desde que haja evolução externa favorável. Os estrangeiros demonstram interesse em títulos indexados à inflação na margem, com rendimentos reais atrativos e carry de curto prazo melhorado pela inflação alta.
Risco eleitoral e cenários externos
O documento cita as eleições de outubro como risco assimétrico para o potencial de alta dos ativos. Investidores avaliam que a votação pode alterar o cenário de políticas públicas e, consequentemente, o desempenho de investimentos no Brasil.
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