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Apex Partners aposta nas ‘onças brasileiras’ em Brasil fora da bolsa

Apex Partners aponta novo ciclo de crescimento no interior do Brasil, com as “onças brasileiras” ganhando peso no PIB e atraindo capital privado além da B3

Para a Apex, “onças brasileiras” são os estados sustentados por agronegócio, infraestrutura, indústria e expansão do mercado de capitais regional
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  • Apex Partners lança estudo “O Renascimento do Brasil”, destacando as “onças brasileiras” — estados com base em agronegócio, infraestrutura, indústria e mercado de capitais regional — como motor de crescimento.
  • Os estados listados (Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) passaram de 31% para 36% do PIB do país nas últimas duas décadas.
  • O relatório aponta que o crescimento brasileiro está cada vez mais fora da Ibovespa, com expansão de ativos privados, crédito estruturado, infraestrutura e mercado imobiliário impulsionando a economia real.
  • O estudo cita a interiorização do crédito e o aumento da participação do mercado de capitais no financiamento de setores regionais, inclusive imobiliário e infraestrutura, como evidências dessa transformação.
  • Como exemplo de produtividade regional, o Espírito Santo lidera a produtividade do café conilon, ressaltando o impacto do agronegócio no ciclo de crescimento das onças e na absorção de outros setores.

Um estudo do Apex Partners aponta um caminho de crescimento para o Brasil pouco observado pelos investidores: as “onças brasileiras”, estados impulsionados por agronegócio, infraestrutura, indústria e mercado de capitais regional. A tese, apresentada em pesquisa interna, desafia a visão centrada em Ibovespa.

A Apex Partners, com R$ 18,2 bilhões sob gestão, defende que o país vive um ciclo estrutural de expansão movido por economias regionais. Segundo o sócio e diretor de research, existem “dois Brasis” econômicos: um pela média, outro pelas onças.

O que são as onças brasileiras

Constituem uma lista de estados que inclui Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Juntos, passaram de 31% para 36% do PIB brasileiro nas últimas duas décadas.

Esses estados ganham relevância pela contribuição de setores-chave: agronegócio, infraestrutura, indústria e expansão do mercado de capitais regional. O texto lembra que o crescimento ocorre fora da B3, em ativos privados e infraestrutura.

Mudanças no financiamento da economia

A leitura do estudo aponta uma distorção: boa parte do crescimento se dá fora das grandes bolsas. O Ibovespa concentra setores maduros, enquanto o campo de investimentos se diversifica para crédito estruturado, mercado imobiliário e empresas regionais médias.

Betina Roxo, estrategista-chefe da Apex, afirma que investidores costumam ignorar o interior do país. Segundo ela, reconhecer as onças amplia a percepção de oportunidades econômicas nacionais.

Evidências de transformação setorial

O documento cita números: o papel do mercado de capitais no funding imobiliário saltou de 16% (2020) para 41% (2024). Em infraestrutura, o capital privado respondeu por 84% dos investimentos em 2025, ante 56% em 2010.

Apesar do crescimento regional, o estudo ressalta que o fluxo estrangeiro ainda não aponta para uma redescoberta brasileira. Roxo aponta que movimentos internacionais são, hoje, de natureza técnica, impulsionados por juros reais elevados e valuation da bolsa.

Perspectivas para o Brasil

A Apex sustenta que o agro é o único setor com ganhos de produtividade contínuos, citando o café conilon como exemplo. O Espírito Santo lidera nessa pauta, com aumento de produtividade superior a 130% em menos de uma década, o que influencia também logísticas e consumo locais.

O relatório encara o Brasil como fornecedor estratégico de alimentos, energia e minerais, com participação de cerca de 2% do PIB global. Mesmo assim, o mercado não teria internalizado plenamente esse potencial, segundo a empresa.

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