- Em 2025, o Centro-Oeste destoa ao superar Sul e Sudeste na renda média, puxado pelo agronegócio, com rendimento médio mensal real de todas as fontes em R$ 3.367, alta de 5,4% ante o ano anterior.
- Pela primeira vez, 67,2% da população teve algum rendimento (143 milhões de pessoas); 47,8% da população tem rendimento atrelado à atividade profissional (sem considerar aposentadoria ou outros).
- O rendimento médio de todos os trabalhos ficou em R$ 3.560, indicando ganho acima da média local.
- A desigualdade persiste: o Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita foi de 0,511 em 2025; os 10% mais ricos ficam com 40,3% da renda, enquanto os 40% mais pobres ficam com parcela bem menor.
- A renda vinda de aposentadorias, pensões e programas sociais atingiu 27,1% dos brasileiros, com rendimento médio de R$ 2.697; programas sociais lembram 9,1% da população, com média de R$ 870. Projeção para 2026 indica desaceleração gradual, mantendo resiliência.
O Centro-Oeste do Brasil atingiu, em 2025, a renda média real por pessoa mais alta entre as grandes regiões, superando Sul e Sudeste. O impulso veio do agronegócio e do mercado de trabalho aquecido, mantendo o país em ritmo de crescimento real de 5,4%. O rendimento médio mensal de todas as fontes somou R$ 3.367.
Além disso, pela primeira vez desde o início da série histórica, 67,2% da população teve algum rendimento, equivalente a 143 milhões de pessoas. O rendimento médio mensal total de todos os trabalhos ficou em R$ 3.560, segundo a análise.
Desempenho do mercado de trabalho e desigualdades
O levantamento aponta que 47,8% da população possui rendimento ligado à atividade profissional, sem contar aposentadorias ou benefícios. A pesquisa atribui a força do mercado de trabalho como motor central do aumento de renda domiciliar.
A renda adicional de aluguéis, benefícios e doações atingiu 27,1% dos brasileiros. A parcela aposentada, com renda média de R$ 2.697, alcançou 13,8% da população. Programas sociais totalizaram 9,1% de abrangência, com média de transferências de R$ 870.
Desigualdade e perspectivas para 2026
O Índice de Gini subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025, indicando estabilidade apenas na leitura geral, mas alta concentração de renda. Os 10% mais ricos responderam por 40,3% da renda doméstica.
Especialistas destacam que a desigualdade persiste mesmo com o crescimento. A projeção para 2026 aponta acomodação do ritmo de aumento, com sinais de esfriamento pela política monetária restritiva, sem antecipar queda brusca do desemprego.
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