- A IATA sugeriu que aceita internacionalmente o combustível Jet A-1 dos EUA possa ajudar a evitar problemas de abastecimento causados pelo conflito no Oriente Médio.
- A EASA elaborou orientações de segurança sobre como introduzir o Jet A no mercado europeu e quais riscos isso pode trazer.
- A União Europeia afirmou que não há obstáculos regulatórios para o uso de combustível de aviação dos EUA, desde que seja feito com segurança e comunicação adequada ao longo da cadeia de abastecimento.
- O preço do combustível de aviação nos países europeus aumentou cerca de cinquenta por cento desde o início do conflito.
- A Europa passou a receber mais fornecimentos dos EUA para compensar a queda de Jet A no Golfo, mas nem todas as refinarias estão aptas a produzir Jet A-1; a IAG informou que, por enquanto, não há problemas de abastecimento, mas sinalizou riscos caso o conflito persista.
A União Europeia e organizações internacionais estudam a possibilidade de usar combustível jet de qualidade norte-americana na Europa para atenuar possíveis faltas provocadas pelo conflito entre EUA, Israel e Irã. A IATA recomenda ampliar a aceitação internacional do Jet A-1 americano, visando evitar problemas de fornecimento. A EASA preparou orientações de segurança para a introdução desse combustível no mercado europeu, destacando riscos e requisitos.
A UE informou que não há obstáculos regulatórios para o uso de Jet A-1 importado dos EUA, desde que a operação seja segura e bem gerenciada ao longo de toda a cadeia de abastecimento. O objetivo é preservar a operação das companhias em um cenário de aperto global de suprimentos. O preço do combustível tem subido cerca de 50% desde o início do conflito.
A IATA afirmou em blog que, se o conflito persistir, pode haver escassez de combustível em algumas regiões. Observou que, embora o Jet A-1 seja o padrão global, a produção de Jet A nos EUA é mais comum, o que reduz a disponibilidade para importação. Jet A é utilizado especialmente na América do Norte.
Segundo a IATA, as refinarias dos EUA ainda não estão preparadas para suprir plenamente a demanda adicional de Jet A-1, limitando o volume que pode ser importado. Também ressaltou que o Jet A é empregado com sucesso em regiões frias, com ajustes e planejamento de voos para manter a segurança.
A EASA publicou um boletim de informações de segurança sobre o uso de combustível de aviação. A agência disse que a introdução controlada de Jet A na Europa não acarreta riscos, desde que haja gestão adequada. Contudo, alertou que a falta de padronização pode levar a misturas de combustíveis e falhas operacionais.
A agência também citou riscos como disponibilidade irregular de graud de combustível entre aeroportos. Caso haja introdução desordenada, pode haver operações fora dos limites seguros. A comunicação clara na cadeia de abastecimento é fundamental para manter normas de operação seguras.
Nesta sexta, o Conselho da UE reiterou que não existem obrigações regulatórias para o uso de qualquer graud de combustível, desde que seja gerenciado de forma apropriada. Não houve menção a impedimentos para a importação de Jet A desde os EUA, desde que devidamente controlado.
Antes, a IAG, proprietária da British Airways, afirmou não enfrentar problemas de abastecimento nos principais mercados, mas destacou que a situação poderia piorar se o conflito se prolongar. A empresa ressaltou o risco de restrições globais caso o fluxo de petróleo crude e de combustível afete o Oriente Médio.
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