- A Sherritt International Corp., miner canadense, fechou as operações de níquel em Cuba, sob pressão dos Estados Unidos.
- As atividades eram feitas em Moa, por meio de uma joint venture com o parceiro estatal cubano.
- A medida deve impactar a economia cubana, que já enfrenta carência de moeda forte e de combustível.
- A decisão ocorreu após a empresa suspender participação direta em empreendimentos cubanos sob duress dos EUA.
Sherritt International Corp., fabricante canadense de níquel, anunciou a suspensão de suas operações de níquel em Cuba, sob pressão dos EUA. A medida envolve a participação em joint ventures com o parceiro estatal cubano em Moa, na região nordeste da ilha. A decisão já impacta a produção e sinaliza efeitos econômicos mais amplos para Havana.
A mudança ocorre em meio a sanções e pressões políticas impostas pelos Estados Unidos. A empresa informou que interrompeu a participação direta nas operações naquele país, citando o peso dessas medidas sobre o ambiente de negócios local. O anúncio foi feito recentemente, com repercussões já observadas no setor de mineração cubano.
Em Moa, o depósito de níquel é operado pela parceria entre a Sherritt e o governo cubano. A paralisação atinge uma das principais fontes de receita de exportação do país, que já enfrenta escassez de moeda forte e combustível. Analistas lembram que a mineração representa um fluxo relevante de divisas para Cuba.
Especialistas destacam que o efeito dominó poderá afetar fornecedores locais, empregos e cadeias logísticas associadas à base de operações. A economia cubana depende de recursos e remessas para sustentar importações de energia e bens essenciais.
As autoridades cubanas ainda não divulgaram dados oficiais sobre o tamanho do impacto econômico imediato da suspensão. Observadores dizem que a medida exacerba um cenário fiscal já delicado, com consequências para o balanço de pagamentos e para a capacidade de financiamento de importações.
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