- Dólar fechou em R$ 4,895, queda de 0,54%, menor nível de fechamento desde 15 de janeiro de 2024.
- Bolsa brasileira caiu na véspera, mas encerrou em alta de 0,48%, a 184.108 pontos.
- Dados de emprego dos EUA de abril mostraram abertura de 115 mil vagas, acima da previsão de 62 mil; desemprego ficou em 4,3%.
- O mercado projeta manutenção dos juros dos EUA na faixa de 3,5% a 3,75% e acompanha inflação, diante do conflito no Oriente Médio.
- Brent operava em torno de US$ 100,49 por barril, com tensões no estreito de Hormuz impactando o cenário global.
O dólar fechou em queda pela primeira vez abaixo de 4,90 reais desde janeiro de 2024, registrando 4,895 reais, com queda de 0,54%. O nível indica o menor fechamento da moeda há mais de dois anos. O movimento ocorreu diante de dados de emprego dos EUA que surpreenderam positivamente o mercado e de um ambiente externo mais favorável a ativos de risco.
No mesmo dia, a B3 encerrou em alta, com o índice Ibovespa em 184.108 pontos, up de 0,48%, recuperando parte das perdas da véspera. No acumulado do ano, o dólar acumula queda de 10,8%, enquanto o Ibovespa registra alta de 14,3%. Na semana, avançou o Ibovespa e recuou o dólar, com quedas de 1,7% e 1,2%, respectivamente.
Dados de emprego dos Estados Unidos, publicados pelo Departamento do Trabalho, mostraram abertura de 115 mil vagas em abril, acima da previsão de 62 mil. A taxa de desemprego ficou em 4,3%. Economistas destacam que ajustes metodológicos podem contribuir para números acima do esperado, devido à rotatividade elevada de novas empresas.
Mercado externo e política monetária
O resultado reforçou a percepção de resiliência da economia americana e reduziu preocupações com estagflação. O mercado prevê, segundo o FedWatch, manutenção da taxa básica entre 3,5% e 3,75% nas próximas reuniões em 2026. Analistas afirmam que o foco do Federal Reserve deve migrar para a inflação, avaliando impactos de conflitos no terrorismo e no petróleo.
Perspectivas de atuação do Fed foram comentadas por especialistas da área. Técnicos apontam que a recuperação do mercado de trabalho sugere espaço para manter a política atual, sem sinalizações imediatas de cortes. A relação entre dados de emprego, inflação e eventuais choques externos segue sendo monitorada pelos investidores.
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