- A rede Supermercados BH adotou a escala de trabalho 5×2 com folga aos domingos nas lojas do Espírito Santo, válidas desde 1º de março, conforme convenção coletiva estadual.
- No Espírito Santo, 44 lojas fecharam aos domingos, e a rotatividade de funcionários caiu 10% no primeiro mês.
- O empresário Pedro Lourenço de Oliveira, conhecido como Pedrinho BH, diz que pretende levar essa escala para Minas Gerais e sonha com o fechamento dominical de todas as lojas.
- Grandes varejistas do país testam a escala 5×2, com vantagens como maior atratividade de candidatos e menor rotatividade, mas enfrentam custos e desafios operacionais, como gestão de folgas.
- O Grupo Coutinho, dono das redes Extrabom, Extraplus e Atacado Vem, adotou a escala 5×2 para cerca de 5.000 dos seus 6.800 funcionários; outras redes estudam opções como a escala 12×36.
O Supermercados BH implementou, no Espírito Santo, uma escala de trabalho de segunda a sábado, com folga fixa aos domingos. A mudança foi adotada por meio da convenção coletiva estadual assinada em novembro do ano passado. Lojas da rede no estado passaram a abrir de segunda a sábado e fechar aos domingos a partir de 1º de março.
Segundo Pedro Lourenço de Oliveira, conhecido como Pedrinho BH, o novo regime tem sido positivo para a empresa e para os colaboradores. A rotatividade de funcionários caiu cerca de 10% no primeiro mês de implementação, conforme relato do empresário à Folha de S. Paulo. A rede, que soma 44 lojas no Espírito Santo, afirma que a experiência tem agradado a maioria das equipes.
Entre março e outubro, varejo alimentar e lojas de construção capixabas passaram a fechar aos domingos para reduzir déficit de mão de obra, estimado em 20% no setor. A decisão ocorre em meio a debates no Congresso sobre o fim da escala 6×1. Diversos varejistas avaliam cenários com mudanças na jornada de trabalho.
Progresso de experiências
Empresas de grande e médio porte vêm testando a escala 5×2, com cinco dias de trabalho e dois de folga, e relatam vantagens como maior atratividade de candidatos e menor rotatividade. Contudo, os gestores apontam desafios operacionais, possíveis aumentos de custos e, em alguns casos, queda de gorjetas pela ampliação das equipes.
De acordo com José Carlos Bergamin, vice-presidente da Fecomércio-ES, há escassez de mão de obra no setor, especialmente para trabalhar aos domingos. O executivo ressalta que, se o fim da escala 6×1 for aprovado, o custo de contratação poderá subir, impactando o preço final ao consumidor.
A adoção da folga dominical já é realidade no interior do estado e foi anunciada na Grande Vitória em março. A Fecomércio-ES não tem números consolidados de rotatividade, mas aponta melhoria no clima organizacional e maior volume de compras às sextas e sábados entre clientes.
Perspectivas de mercado
Especialistas destacam que consumidores passaram a buscar alternativas de compra emergencial, com lojas de bairro, padarias e comércio online ganhando espaço. A mudança, entretanto, exige reorganização de estoques e reposição, especialmente para funções como açougue, reposição e atendimento ao público, que não costumam ser automatizadas.
O Grupo Coutinho, proprietário das redes Extrabom, Extraplus e Atacado Vem, anunciou a adoção da escala 5×2, abrangendo cerca de 5.000 dos 6.800 funcionários do grupo. A medida reflete tendências do setor diante de mudanças legislativas e ajustes operacionais.
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