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Empresário de restaurantes abandona escala 5×2 após teste reduziu produtividade

Empresário gaúcho abandona a escala cinco por dois após queda de produtividade e gorjetas, retornando ao modelo tradicional para aliviar a equipe

Retrato do empresário Marcos Livi, proprietário de 7 casas em São Paulo, entre elas o bar Veríssimo e a Padoca do Brique
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  • O empresário Marcos Livi testou a escala 5×2 em cinco restaurantes e um hotel do grupo Bah no primeiro trimestre, com aproximadamente 25 funcionários por unidade, mantendo a jornada de 44 horas.
  • A experiência foi frustrante: o entendimento da escala pelos funcionários foi difícil e a carga de trabalho aumentou em uma hora nos dias trabalhados.
  • A produtividade do negócio caiu e as gorjetas diminuíram, já que o pagamento passou a ser dividido entre mais colegas.
  • Diante disso, a empresa voltou ao modelo tradicional, ressaltando a necessidade de liberdade de escolha e alertando que a medida pode ampliar o desemprego e piorar o serviço.
  • Marcos Livi é natural de São Francisco de Paula (RS) e atua desde 2012 na cena paulista com a cozinha da região sul, por meio do projeto Quintana.

O empresário gaúcho Marcos Livi, chef e sócio-fundador do grupo Bah, encerrou a experiência com a escala 5×2 em cinco restaurantes e um hotel, todos no eixo Sul-Sudeste. O teste ocorreu no primeiro trimestre deste ano e envolveu cerca de 25 funcionários por unidade.

Livi informou que a implementação da escala provocou dificuldades de entendimento entre os colaboradores. A jornada de 44 horas se manteve, mas a organização de folgas aumentou a carga de trabalho em dias trabalhados, prejudicando a rotina de pais que buscam os filhos na escola.

Segundo ele, houve redução de gorjetas, pois o valor era dividido entre mais equipes. A produtividade também caiu, já que era necessário um terceiro funcionário para cobrir folgas em cada dupla de trabalhadores.

O grupo testou as mudanças nos restaurantes paulistanos Brique, Quintana Bar e Veríssimo Bar, em Santa Catarina no Vistta, e no Cozinha Ana Terra, localizado no Parador Hampel, no Rio Grande do Sul. Cada unidade tem cerca de 25 funcionários.

Livi ressalta que a empresa optou por retornar ao modelo tradicional de horários para aliviar a equipe. Ele afirma que a experiência evidenciou impactos negativos na operação e na qualidade do serviço, sem detalhar impactos financeiros.

Na visão do empresário, a adoção da escala 5×2 recebeu críticas políticas ao ser endossada pelo governo Lula, que, segundo ele, buscaria resultado eleitoral. A volta ao regime anterior foi apresentada como melhoria na gestão de equipes.

Natural de São Francisco de Paula, na Serra Gaúcha, Livi atua no setor desde 2012 com o Quintana, buscando promover receitas da região Sul para o público de São Paulo, com preparação ao ar livre sem gás ou eletricidade.

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