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Ex-diretor do BC prevê maioria dos cortes da Selic pós-eleição em 2027 a 11%

Ex-diretor do BC aponta que a maior parte dos cortes da Selic deve ocorrer após as eleições, mantendo alvo de 11% até meados de 2027

Bruno Serra, ex-diretor de política monetária do Banco Central: Raphael Ribeiro/BCB
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  • Bruno Serra, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central, afirma que a maior parte dos cortes da Selic deve vir após as eleições, devido ao choque do petróleo.
  • Ele projeta a Selic final em 11% até meados de 2027, com espaço para quedas a 10%, e aponta ritmo de redução mais lento neste início de ciclo.
  • O petróleo acima de US$ 100 deve manter pressão sobre a inflação de 2028, o que pode levar o Copom a pausar os cortes se as expectativas forem impactadas, mantendo a taxa em patamar próximo de 14,5% ou 14,0% temporariamente.
  • Se houver encaminhamento da pauta fiscal após as eleições, Serra acredita que pode haver uma volta dos cortes, abrindo caminho para uma Selic final de 8% ou 9%.
  • O Itaú Janeiro reduziu a exposição em juros futuros para cerca de um terço do nível anterior ao choque do petróleo, e o fundo tem aproximadamente R$ 25 bilhões em ativos sob gestão.

Bruno Serra, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central (BC) e gestor da família de fundos Itaú Janeiro, afirma que a maior parte dos cortes da Selic devem ocorrer após as eleições, com o patamar de 11% previsto até meados de 2027. O cenário considera o impacto do choque do petróleo sobre a atividade econômica e a velocidade do ciclo de flexibilização.

Segundo Serra, o movimento do petróleo tende a restringir o ritmo de redução dos juros no início do novo ciclo, mantendo a Selic em patamares elevados por mais tempo. Ele avalia que o choque pode postergar o início efetivo dos cortes, mesmo diante do espaço apontado pelo Copom.

O BC cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50%, na semana anterior, sinalizando serenidade para calibrar os juros com base em novas informações. A ata manteve o foco em combater efeitos de segunda ordem do choque do petróleo provocados pela guerra no Oriente Médio.

Cenário para a Selic

A expectativa é de que o grosso dos cortes ocorra após as eleições, com o ritmo de 0,25 pp por reunião ainda no radar. Serra afirma que o Copom pode pausar o processo caso a inflação de 2028 se mantenha pressionada pelo petróleo, retomando o ajuste apenas quando houver melhora das perspectivas.

A Focus aponta inflação de 2028 em 3,64%, ligeira alta frente a 3,61% calculado anteriormente. O ex-diretor destaca que, caso haja sinalização de disciplina fiscal após o pleito, o debate no mercado pode se concentrar em uma Selic final entre 8% e 9%.

A Itaú Asset Management informa que o Itaú Janeiro reduziu a exposição a juros futuros para cerca de um terço do nível anterior ao choque do petróleo. A posição vencedora ao longo de 2025 refletiu a percepção de mais espaço para cortes.

O fundo Itaú Janeiro detém aproximadamente R$ 25 bilhões em ativos sob gestão. A gestão verificada pela assessoria de imprensa da Itaú Asset enfatiza a posição vendida no dólar frente ao real, com perspectivas de apreciação limitada da moeda após o rali recente.

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