- Em uma fazenda de salmão em terra perto dos pântanos da Flórida, a Atlantic Sapphire ASA opera um tanque de 450.000-gallon com cerca de 30.000 salmões já adultos.
- Damien Claire, chefe de marketing, comenta a cena e o ritmo de trabalho na instalação, onde um salmão de 10 pounds salta da água.
- Claire passou de carreira em tecnologia, ligada a fundos de hedge, para comandar ações de marketing da empresa desde o encontro com o cofundador Johan Andreassen.
- A empresa busca revolucionar o setor pesqueiro ao tornar a criação de salmão em terra economicamente viável.
- O objetivo é reduzir custos para abrir espaço em um mercado estimado em 19 bilhões de dólares.
Atlantic Sapphire ASA amplia a aposta pela criação de salmão em terra firme, buscando deslanchar um segmento avaliado em cerca de US$ 19 bilhões. A empresa opera uma instalação próximo aos Everglades, na Flórida, com tanques de grande capacidade para intensificar a produção de salmões.
Na unidade da empresa, o foco está em tanques que chegam a 450 mil galões, onde vivem cerca de 30 mil salmões já adultos. O objetivo é demonstrar que, com eficiência, a criação em terra pode competir com a pesca tradicional e com produtores em mar aberto.
O cenário de investimento envolve executivos da companhia, como o diretor de marketing, que lidera a comunicação sobre a viabilidade técnica e econômica do modelo. A dupla de fundadores também figura como peça-chave para conduzir a visão estratégica de transformar o setor.
O empreendimento está ligado a uma tendência mundial de reduzir impactos ambientais da aquicultura e de depender menos de pesca em oceanos. A aposta é que, ao reduzir custos, a produção em terra possa ampliar a oferta de salmão e reduzir preços.
Desafios e custos de produção são os principais obstáculos para a escalabilidade. Entre eles estão investimentos em infraestrutura, alimentação e controle de qualidade, além de demandas regulatórias e de certificação.
A empresa argumenta que avanços tecnológicos, automação e manejo de resíduos são determinantes para a viabilidade econômica do modelo. A reportagem acompanha a evolução do projeto ao longo dos próximos meses para avaliar sua competitividade.
Para entender o impacto, pesquisadores e analistas observam se a produção em terra consegue reduzir custos unitários sem comprometer a qualidade do produto. O desenvolvimento depende de resultados consistentes em escala.
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