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Fundo da reparação da barragem de Mariana libera R$ 75,8 milhões

Fundo Rio Doce libera R$ 75,8 milhões em três meses para sete projetos, incluindo florestas produtivas e tecnologia agrícola

Reflorestamento de áreas atingidas em Mariana
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  • O Fundo Rio Doce liberou R$ 75,8 milhões para novos projetos de reparação nos últimos três meses, iniciando as liberações em fevereiro.
  • A maior parte vai para o programa Florestas Produtivas com Barraginhas, com R$ 23,6 milhões para implantar 1,4 mil hectares de florestas produtivas.
  • O projeto prevê ainda a construção de 4,2 mil barraginhas para captar água da chuva e reduzir erosões, com assistência técnica para 4.650 unidades produtivas.
  • O segundo maior aporte é para Rio Doce Semear Digital, com R$ 19,1 milhões, projetando chegar a R$ 30 milhões, para levar tecnologia digital a plantas e pecuária e criar quatro Centros de Propagação de Inovação Digital Inclusiva (CPIDI).
  • O conjunto de ações é gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar, por meio da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), e tem valor total estimado de recebimento de até R$ 100,89 milhões.

O Fundo Rio Doce, criado para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), liberou 75,8 milhões de reais nos últimos três meses. Os recursos serão destinados a projetos no campo e à recuperação ambiental.

O anúncio foi feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em um evento no Museu de Mariana, na tarde desta sexta-feira. As liberações começaram em fevereiro e abrangem sete iniciativas, com a maior fatia indo para o programa Florestas Produtivas com Barraginhas.

Florestas Produtivas com Barraginhas recebe 23,6 milhões de reais. O objetivo é implantar 1,4 mil hectares de florestas produtivas e construir 4,2 mil barraginhas para captar água da chuva e reduzir erosão. O projeto também prevê assistência técnica a 4.650 unidades produtivas.

Soluções ambientais e tecnologia no campo

O programa visa implantar sistemas agroflorestais (SAF) e promover a recomposição de ecossistemas degradados, segundo a Anater, órgão executor vinculado ao MDA. A gerente Adriana Aranha destacou benefícios climáticos e produtivos das SAFs.

O segundo maior aporte é para o Rio Doce Semear Digital, com 19,1 milhões de reais, e expectativa de chegar a 30 milhões nos próximos anos. Serão instalados quatro Centros de Propagação de Inovação Digital Inclusiva (CPIDI) em Governador Valadares, Raul Soares, Caratinga e Colatina (ES).

Outros recursos contemplam iniciativas de participação de comunidades quilombolas e indígenas, assessoria técnica a comunidades tradicionais e planos de desenvolvimento integrados. A diretora Maria Fernanda Coelho reforçou o compromisso do BNDES com governança e transparência.

Contexto e continuidade do reparo

Fora dos 75,8 milhões, o BNDES manteve liberações do Programa de Transferência de Renda (PTR). Pescadores e agricultores recebem mensalmente até três anos, com transição para um salário mínimo no quarto ano.

Até o momento, o PTR acumula repasses superiores a 247 milhões de reais, com operações coordenadas pela Caixa Econômica Federal. As liberações tiveram início em julho do ano passado e atingem 950 milhões de reais.

Panorama do rompimento de 2015

O rompimento da barragem ocorreu em 5 de novembro de 2015, liberando cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos pela Bacia do Rio Doce. A tragédia atingiu dezenas de municípios e provocou 19 mortes, além de danos ambientais significativos.

A Samarco, controlada pela Vale e pela BHP Billiton, criou a Fundação Renova para reparação. Em 2024, foi firmado um novo acordo, com foco em ampliar as ações de reparação e a governança do Fundo Rio Doce, gerido pelo BNDES ao longo de 22 anos.

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