- O ouro valorizou quase 40% em doze meses, teve alta de menos de 6% nos primeiros quatro meses e caiu mais de 1% em abril.
- Apesar da queda, Rodrigo Sgavioli, head de alocações da XP, diz que o ouro continua sendo uma opção de diversificação em portfólios internacionais.
- As teses que justificam o investimento no ouro permanecem: incertezas geopolíticas e dólar em desvalorização favorecem o metal como proteção.
- A queda recente é atribuída à leitura de que bancos centrais, especialmente nos EUA, não devem manter um caminho de flexibilização monetária no momento.
- Segundo Sgavioli, o ouro costuma corrigir com as mudanças nas taxas de juros, principalmente as reais, mas segue com espaço como fallença de diversificação.
O ouro encerrou o mês de abril em queda, com recuo superior a 1%, após ter valorizado quase 40% nos últimos doze meses. No entanto, os primeiros quatro meses do ano mostraram ganhos modestos, abaixo de 6%.
Fundamentos mantêm o certo brilho
Para o head de alocações da XP, Rodrigo Sgavioli, os pilares que sustentam o ouro como opção de diversificação permanecem intactos. Ele aponta incertezas geopolíticas contínuas e dólar relativamente fraco como fatores que tornam o metal uma alternativa natural.
Motivos da queda recente
A queda atual, segundo Sgavioli, reflete o comportamento do mercado diante da expectativa de que bancos centrais, especialmente o dos EUA, não devem acelerar a flexibilização monetária no curto prazo. O cenário de taxas de juros reais também influencia o movimento do ouro, que não deixou de ser afetado pela leitura de política econômica.
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