- A sommelière Gabriela Monteleone defende a taxa de rolha, explicando que envolve mais do que apenas abrir a garrafa.
- O episódio ocorreu no restaurante Grado, no Rio de Janeiro, durante jantar do cantor Ed Motta; a Polícia Civil investiga o caso.
- Quando o cliente leva a garrafa, o serviço de bebidas continua, incluindo taças, lavagem, reposição e controle de temperatura, gerando custos para o estabelecimento.
- A taxa visa compensar a margem financeira da bebida na operação, não sendo equivalente à taxa de serviço; pode ficar entre trinta e cinquenta por cento do valor da garrafa ou próximo ao preço do vinho mais barato da carta.
- No Grado, a taxa é fixa de R$ cento; a transparência é fundamental, com divulgação no cardápio/site e comunicação pela equipe para evitar conflitos.
No último sábado, 2 de abril, o restaurante Grado, no Rio de Janeiro, foi palco de uma disputa sobre a cobrança da taxa de rolha durante um jantar do cantor Ed Motta. O episódio, que teve início quando o artista se recusou a pagar o valor, está sendo apurado pela Polícia Civil. A tensão envolveu clientes, funcionários e o serviço de sala, gerando dúvidas sobre a prática apresentada pelo estabelecimento.
A taxa de rolha é apresentada como remuneração pelo serviço prestado quando o cliente traz a própria garrafa. A sommelière Gabriela Monteleone reforça que o tema vai além de abrir a garrafa: envolve a organização do serviço, taças, lavagem, controle de temperatura e a equipe que atua para manter o padrão da casa. Segundo ela, a cobrança também está ligada à margem de lucro da operação.
Monteleone diferencia a taxa de rolha da taxa de serviço, que remunera a equipe pelo atendimento. Ela aponta que a cobrança precisa ser transparente e proporcional ao perfil da casa, com comunicação clara no cardápio, no site ou pela equipe durante reservas. No Grado, a imprensa aponta uma taxa fixa de R$ 100.
O que é taxa de rolha
A especialista explica que a prática visa compensar a perda de receita da carta de vinhos quando o cliente traz uma garrafa. O serviço de bebidas feito com itens externos demanda recursos da casa, como temperatura controlada, decantação e profissionais qualificados. Não é uma cobrança de valor único, mas um componente de custo operacional.
Transparência e responsabilidade
Para evitar conflitos, Gabriela sugere que o valor seja informado previamente e que haja correspondência entre o preço da garrafa da carta e a cobrança. Ela recomenda anunciá-la em menus, sites e comunicação com o cliente, especialmente em reservas ou quando se sabe da intenção de levar uma garrafa.
Contexto e desdobramentos
A situação evidencia a relação entre clientes e profissionais de salão, como garçons e sommeliers. A especialista ressalta que discordar é válido, desde que não haja agressão ou desrespeito aos profissionais que atuam no serviço. A discussão no Grado permanece sob apuração policial.
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