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XP vê novo Desenrola reduzir inadimplência e endividamento

Desenrola Brasil pode reduzir endividamento familiar em até 2,3 p.p e inadimplência em 0,8 p.p, mas não é solução estrutural

(Imagem: Reprodução do Instagram/@min.fazenda)
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  • Novo Desenrola Brasil, com duração de 90 dias, deve reduzir inadimplência e endividamento das famílias, segundo a XP Research.
  • Estimativas da XP apontam queda de até 2,3 pontos percentuais na razão de endividamento e recuo de até 0,8 p.p. na taxa média de inadimplência até o fim deste ano.
  • O estudo aponta ganho de consumo das famílias de 0,20 a 0,25 p.p. no crescimento anual, gerando cerca de 0,15 p.p. adicional no PIB de 2026, que hoje está estimado em 2,0 por cento.
  • Economistas destacam que o programa oferece alívio, mas não representa solução estrutural; a experiência do primeiro Desenrola Brasil corrobora essa leitura.
  • As projeções são preliminares e sujeitas a incertezas, incluindo participação de devedores, credores e o estoque de dívidas elegíveis para baixa pelos credores.

O Novo Desenrola Brasil, anunciado pelo governo federal, propõe renegociar dívidas em 90 dias. Segundo a XP Research, o programa pode reduzir inadimplência e endividamento, além de estimular o consumo e impactar o PIB de forma modesta.

Economistas da XP, como Rodolfo Margato, Tiago Sbardelotto e Luíza Pinese, estimam que, até o fim do ano, a razão de endividamento das famílias pode recuar até 2,3 pontos percentuais, e a inadimplência pode cair até 0,8 p.p.

O estudo aponta ainda que o consumo das famílias pode crescer 0,20–0,25 p.p. ao ano, contribuindo com cerca de 0,15 p.p. para o crescimento do PIB. O cenário atual mantém projeção de alta do PIB para 2026, em 2,0%.

Para os técnicos, a melhora não representa mudança estrutural no crédito. Uma redução sustentada das taxas de juros, associada a um mercado de trabalho sólido, seria necessária para ganhos mais robustos. O cenário-base considera a Selic em 11,50% no fim de 2027 e pequenas reformas fiscais futuras.

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