- Otávio Yazbek, ex-diretor da CVM, sugeriu à advogada Maria Guido buscar apoio da CGU para tentar barrar a OPA da Oncoclínicas.
- A ideia foi apresentada em mensagens obtidas pelo Radar Econômico, como parte da estratégia da Goldman Sachs.
- A disputa envolve Centaurus Capital e Goldman Sachs contra Latache e acionistas minoritários, que dizem que o fundo Josephina, da Centaurus, ultrapassou o limite de 15% de participação.
- Acionistas minoritários apresentaram reclamação à CGU após reportagem do O Globo, buscando que a CVM se pronuncie sobre o caso.
- O escritório Mattos Filho afirmou que Yazbek atua como consultor e que reuniões com autoridades fazem parte do trabalho, enquanto Yazbek garantiu tratar apenas de contatos profissionais.
A disputa pela Oferta Pública de Aquisição da Oncoclínicas ganhou novos contornos com mensagens de advogados envolcidos no caso. Otávio Yazbek, contratado pelo Goldman Sachs como parecerista, sugeriu buscar apoio da CGU para impedir a operação.
A recomendação surgiu após reportagem do O Globo sobre reclamação formal de acionistas minoritários à CVM, pedindo pronunciamento dos diretores da autarquia. Yazbek já atuou como diretor da CVM no passado, segundo informações.
O conflito envolve Centaurus Capital e Goldman Sachs contra Latache e acionistas minoritários, que defendem uma OPA ao alegar que o fundo Josephina, controlado pela Centaurus, excedeu o limite de participação de 15%.
Ligações institucionais e defesa legal
O escritório Mattos Filho divulgou que Yazbek atua como consultor, representando o cliente ao lado do escritório perante autoridades, com pareceres já emitidos. A equipe jurídica afirma agir dentro dos trâmites formais e éticos, em contato com CVM, CGU e outros órgãos.
Yazbek afirmou trabalhar apenas em contatos profissionais, sem ofertas de trânsito, e que eventuais reuniões devem ser solicitadas pelos canais formais. O Mattos Filho reiterou o cumprimento de normas em todas as interações.
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