- Fluxo externo na Bolsa brasileira registrou saída de R$ 13 bilhões em quatro semanas, segundo o Banco Central.
- Mesmo com a saída, o total de entradas de recursos de investidores no ano vem em R$ 54,4 bilhões em 2026, porém em ritmo mais lento desde o pico de janeiro.
- As semanas de abril e maio apresentaram fluxo negativo de estrangeiros, com três semanas de abril e uma de maio nesse movimento.
- O Ibovespa fechou em alta de 0,5%, aos 115.000 pontos, respaldado pela atuação de investidores nacionais e estrangeiros.
- A instituição aponta volatilidade futura do fluxo externo, influenciada por cenário internacional e condições econômicas internas, incluindo a possibilidade de juros elevados nos EUA.
O fluxo de recursos de investidores estrangeiros na Bolsa brasileira registrou saída de R$ 13 bilhões em quatro semanas, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (9). O movimento ocorre após um pico de entrada em janeiro, quando o fluxo externo atingiu R$ 54,4 bilhões em 2026.
Segundo o BC, houve saída em três semanas de abril e uma de maio. A retirada ocorre em meio à desaceleração das entradas de capital estrangeiro no país, ainda que o saldo de 2026 permaneça positivo em relação ao ano anterior.
O cenário externo contribui para a posição de risco, com expectativa de que o Federal Reserve mantenha juros elevados por mais tempo. A valorização do dólar frente ao real intensifica a saída de recursos.
Apesar da saída externa, o mercado nacional segue em alta mobilizado por entradas de investidores locais e externos. O Ibovespa fechou o dia em alta de 0,5%, aos 115.000 pontos.
Cenário externo e volatilidade
O Banco Central aponta que o fluxo externo totalizou R$ 54,4 bilhões em 2026, mas o ritmo vem se reduzindo desde o pico de janeiro. Analistas destacam volatilidade dependente do ambiente internacional e de condições econômicas domésticas.
A desaceleração contrasta com a percepção de atratividade do mercado brasileiro, sustentada por reformas estruturais e perspectivas de crescimento. Expectativas para próximos meses incluem oscilações no câmbio e na renda variável.
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